INSS: Careca poupa Lulinha; membros da CPMI tem "convicção" de envolvimento
Careca isenta Lulinha; membros da CPMI acreditam em envolvimento
O empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, tem poupado o filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, de qualquer participação no esquema de fraudes do INSS em conversas recentes.
O nome de Lulinha ressurgiu como possível beneficiário do esquema após a nova fase da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, mirar a empresária Roberta Luchsinger, amiga do filho de Lula.
De acordo com a PF, as investigações revelaram o pagamento de uma mesada de R$ 300 mil a uma empresa de Luchsinger, na qual Careca mencionou, em mensagens, que esse valor seria para “o filho do rapaz”, sem identificar quem seria o rapaz.
A análise da ação da PF no INSS sugere um desgaste para o governo.
Weverton comentou que o STF é claro em reconhecer a ausência de provas após a operação.
Além disso, o governo tentou barrar a ida de alvos da operação da PF à CPMI do INSS.
Careca levantou a possibilidade de que “o filho do rapaz” possa ser o filho de outra autoridade influente na política brasileira. Entretanto, não se descarta a possibilidade de uma colaboração premiada após a operação, especialmente considerando a prisão de seu filho, Romeu Carvalho Antunes.
Membros da CPMI do INSS acreditam que a operação possa expandir as investigações. Eles afirmaram à CNN ter a “convicção” de que “o filho do rapaz” é Lulinha e que, além de Roberta Luchsinger, a publicitária Danielle Fontenelles também estaria envolvida no esquema.
Os parlamentares percebem que Lulinha teria utilizado sua ligação familiar para abrir oportunidades, especialmente na Anvisa e no Ministério da Saúde, citados pela PF nas investigações.
Fontenelles prestava serviços de publicidade ao PT e atualmente reside em Portugal. Ela participou de campanhas petistas, como a de Dilma Rousseff em 2010 e a do ex-governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, para o Senado no mesmo ano.
A agência de Fontenelles, a Pepper, foi alvo de uma operação da PF em 2016, que investigava repasses de caixa dois para campanhas. Ela então fez uma colaboração premiada, admitindo o pagamento de comissões para conseguir contratos de publicidade em ministérios, e deixou de trabalhar para o PT em 2015.
O foco da CPMI agora é ampliar o prazo das investigações até o final de 2026, coincidentemente durante o período eleitoral, e superar a resistência do grupo governista que tenta barrar as investigações relacionadas aos alvos da PF.
Na quinta-feira (18), o presidente Lula declarou que é fundamental investigar todos os envolvidos, mesmo que indiretamente, no esquema de descontos ilegais de aposentados e pensionistas do INSS, incluindo familiares.
“É importante que haja seriedade para que a gente possa investigar todas as pessoas que estão envolvidas, todas as pessoas. Ninguém ficará livre. Se tiver filho meu metido nisso, ele será investigado”, afirmou o presidente.
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