Exploração infantil

Influenciador Hytalo Santos é condenado por exploração sexual infantil

Influenciador Hytalo Santos condenado por exploração sexual infantil

A Justiça da Paraíba sentenciou Hitalo José Santos Silva, conhecido como Hytalo Santos, e seu parceiro, Israel Natã Vicente, por exploração sexual de crianças e adolescentes. A pena para Hytalo foi fixada em 11 anos e 4 meses de prisão, enquanto Israel cumprirá 8 anos, 10 meses e 20 dias, ambos em regime fechado.

A decisão partiu do juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa, da comarca de Bayeux, na região metropolitana de João Pessoa.

O caso, que ganhou notoriedade nacional no ano anterior, trouxe à tona discussões sobre a adultização infantil, especialmente com as críticas do influenciador Felipe Bressanim, conhecido como Felca, a perfis que expõem crianças e adolescentes em situações inadequadas nas redes sociais.

O casal foi detido em agosto de 2025, em Carapicuíba, após investigações que revelaram a exploração de imagens de adolescentes na internet. Eles enfrentam acusações com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que tipifica crimes como a violência sexual e a produção e distribuição de materiais que vitimizam crianças e adolescentes. O ECA também prevê sanções para aqueles que agenciam ou coagem vítimas.

As denúncias foram apresentadas pelo Ministério Público da Paraíba, que destacou a ligação entre crimes dessa natureza e o tráfico de pessoas, além do Ministério Público do Trabalho (MPT), que solicitou o bloqueio dos bens do influenciador e pediu a intervenção da Interpol.

A equipe de defesa do casal declarou que Hytalo e Vicente são alvos de homofobia e racismo, criticando a condenação proferida no último sábado (21), apontando a fragilidade jurídica da decisão e o preconceito envolvido.

A defesa argumentou que, durante todo o processo, apresentou provas e depoimentos que contradizem as acusações, mas que foram ignorados na sentença, levando a uma condenação sem fundamentação adequada. Eles também afirmaram que a decisão reflete preconceitos contra um jovem nordestino, negro e homossexual, e expressa estigmatização do universo cultural do BregaFunk. A defesa pretende acionar o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para investigar a conduta do juiz.

O advogado Sean Kompier Abib, em seu perfil no Instagram, criticou a escolha do juiz em desconsiderar as provas e os depoimentos que contradizem as acusações, reforçando a defesa do casal.

Veja mais detalhes no Repórter Brasil, da TV Brasil.


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