Impeachment de Moraes: senadora Ivete Silveira vota a favor
Senadora Ivete Silveira se pronuncia sobre impeachment de Moraes
A senadora Ivete Marli Appel da Silveira (MDB-SC) defendeu seu voto a favor do impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, respondendo a críticas que recebeu após assinar o pedido nesta quarta-feira (6). A parlamentar enfatizou a necessidade de respeito e considerou inaceitáveis os insultos direcionados a ela.
“Rechaço qualquer forma de ofensa ou xingamento, pois acredito no diálogo responsável e na dignidade dos cargos que ocupamos em nome do povo”, afirmou. Ivete Silveira ressaltou que sua decisão é fundamentada em fatos e em uma conduta que, segundo ela, demonstra um padrão de abusos e extrapolações dos limites constitucionais.
“Não se baseia em ataques pessoais, insultos ou desrespeito à instituição do Supremo Tribunal Federal”, destacou a senadora de Santa Catarina. Ela acrescentou que sua assinatura no pedido reflete a coerência com seu mandato e a convicção de que “nenhum poder está acima da Constituição”.
Andamento do pedido de impeachment
Com a adesão da senadora, o pedido de impeachment de Moraes agora conta com o apoio de 39 senadores, enquanto 19 se posicionaram contra e 23 ainda não decidiram. Para que o processo siga, são necessários 41 votos na comissão especial.
Se a proposta for aprovada por maioria simples na comissão, ela será encaminhada ao plenário do Senado, onde passará por nova votação. Caso avance, a Mesa Diretora notificará o STF, a Presidência da República e o ministro em questão.
O STF analisará a denúncia e o Senado agendará o julgamento. Para que Moraes seja destituído, são necessários pelo menos 54 votos favoráveis na votação final.
Contexto e reações
A situação em torno do impeachment ganhou destaque, especialmente após comentários do ministro Gilmar Mendes, que defendeu Moraes e criticou sanções comerciais impostas pelos EUA.
Enquanto isso, investigações da Polícia Federal estão em curso, mirando em um deputado e um ex-senador suspeitos de desvio de emendas em quatro estados e no DF.
Esses eventos evidenciam um clima político tenso, com diversas vozes se manifestando sobre o futuro do STF e a atuação de seus ministros.
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