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Ibovespa recua, dólar cai e Bitcoin afunda: o que esperar agora?

Análise do Mercado: Ibovespa, Dólar e Bitcoin

02/03/2026 06h09
Atualizado 13 minutos atrás

O cenário atual apresenta um Ibovespa (IBOV) que, apesar de ainda estar em uma tendência de alta, mostra sinais de cautela após a primeira semana negativa em quase dois meses. O índice brasileiro, que acumula expressivos ganhos em 2026, interrompeu uma sequência de valorização.

No mercado internacional, a situação é menos favorável. O Nasdaq e o S&P 500 estão operando abaixo das médias móveis de curto prazo, enquanto o dólar futuro apresenta viés de baixa, indicando um fluxo mais positivo para ativos de risco. O Bitcoin, por sua vez, continua a ser o ativo mais vulnerável, pressionado abaixo de níveis técnicos importantes e acumulando perdas significativas em fevereiro.

Com os principais ativos próximos a regiões técnicas decisivas, o comportamento dos preços nas próximas sessões será crucial para determinar se o mercado retoma seu movimento anterior ou se a correção se intensifica.

Análise do Ibovespa

No gráfico diário, o Ibovespa mantém sua tendência de alta, tendo alcançado uma máxima histórica de 192.623 pontos. No entanto, a última semana marcou uma inflexão significativa, com um recuo de 0,92%, fechando aos 188.786 pontos, e uma queda de 1,16% na última sessão, encerrando sete semanas de valorização.

Apesar dessa correção pontual, o índice apresenta uma valorização acumulada de 17,17% em 2026, evidenciando a força estrutural do movimento. O Índice de Força Relativa (IFR) em 62,40 permanece em zona neutra, sugerindo uma leve perda de momentum.

Para que o índice retome a alta, precisa superar os 191.490 pontos e, especialmente, a máxima histórica de 192.623 pontos. Acima desses níveis, os próximos alvos são 193.270, 196.075 e a região psicológica de 199.540/200.000 pontos.

Se perder o suporte em 188.525/183.662 pontos, o movimento corretivo poderá aprofundar-se, com possíveis alvos em 180.088/177.741 e, em extensão, 171.815/166.467 pontos.

Análise do Dólar Futuro

No gráfico diário, o dólar futuro segue sua tendência de baixa, negociando abaixo das médias móveis. Na última sessão, recuou 0,20%, aos 5.170,5 pontos, mantendo o viés vendedor.

O IFR em 38,60 permanece em zona neutra, mas próximo de níveis que podem gerar repiques técnicos. Para que a baixa continue, é necessário romper o suporte em 5.121/5.087 pontos. Se essa faixa for perdida, os alvos se deslocam para 5.057,5/5.000, com extensão para 4.955 pontos.

Para que a alta seja retomada, o contrato precisa superar 5.266,5/5.328 pontos. Acima disso, os próximos objetivos técnicos são 5.446/5.560 e 5.614/5.669,5 pontos.

Análise do Bitcoin

O Bitcoin segue pressionado no curto prazo, sendo negociado abaixo de US$ 70.000 e já tendo testado a região de US$ 60.000. Em fevereiro, apresenta uma queda superior a 14%, reforçando sua fragilidade em comparação aos demais ativos.

O ativo permanece abaixo das médias móveis e consolida-se dentro de um padrão triangular, sugerindo um movimento mais forte após um eventual rompimento. Para que haja recuperação, é necessário superar US$ 72.271/US$ 79.360. Acima disso, os alvos projetados estão em US$ 84.650, US$ 91.224 e US$ 97.624/US$ 99.692.

Se a baixa continuar, o Bitcoin deve romper US$ 62.510/US$ 58.946. Perdendo essa faixa, os suportes seguintes aparecem em US$ 52.550/US$ 49.000, com um alvo mais longo na região de US$ 40.280.

O IFR, um dos indicadores mais populares da análise técnica, é medido de 0 a 100, geralmente utilizando um período de 14. Leitura abaixo ou próxima de 30 indica sobrevenda, enquanto acima de 70 sugere sobrecompra.

Considerações Finais

Os próximos dias serão decisivos para o mercado. É essencial acompanhar de perto os comportamentos dos principais ativos, tanto no Brasil quanto no exterior, para entender as tendências futuras.


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