Ibovespa Futuro ensaia recuperação após tombo da véspera
Ibovespa Futuro busca recuperação após perdas significativas
04/03/2026 09h14
Atualizado há 13 minutos
O Ibovespa Futuro registra alta nesta quarta-feira (4), recuperando parte das perdas acentuadas da sessão anterior, mesmo diante da possibilidade de um choque inflacionário devido ao aumento dos preços da energia, em meio ao quinto dia de conflitos no Irã. Às 9h02 (horário de Brasília), o contrato para abril avançava 1,34%, alcançando 187.415 pontos.
Enquanto isso, o parlamento da China indicou a intenção de manter relações estáveis com os Estados Unidos, antes de uma cúpula prevista entre Xi Jinping e Donald Trump nas próximas semanas, o que pode reduzir os riscos de uma escalada do conflito para outros países.
Além disso, fontes do Ministério da Inteligência do Irã mostraram abertura para negociações com a CIA dos Estados Unidos sobre o fim da guerra, conforme reportado pelo New York Times. A oferta foi feita por meio de uma agência de espionagem de um país não identificado, segundo autoridades de países do Oriente Médio e ocidentais que falaram sob condição de anonimato.
Destaques empresariais
As ações de grandes empresas como Rumo, Raízen, GPA, Ultra, Azul e RD merecem atenção nesta quarta-feira.
Os futuros dos principais índices nos EUA apresentam leves altas pela manhã, enquanto operadores se desfazem de diversas classes de ativos em reação ao prolongado aumento dos preços da energia.
As quedas em setores do mercado se espalharam, à medida que investidores buscam cobrir perdas e reduzir riscos.
O petróleo tipo Brent, referência global, era negociado a US$83,76 o barril, subindo pelo terceiro dia consecutivo, embora ainda abaixo das máximas anteriores. Essa alta ocorre após declarações do presidente Donald Trump, que afirmou que a Marinha dos EUA pode escoltar petroleiros pelo Estreito de Ormuz, se necessário.
No Brasil, o Senado pode votar o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, já aprovado pela Câmara na semana passada.
Por volta das 10h, os Estados Unidos divulgarão os dados de emprego privado (ADP) de fevereiro, com uma expectativa de crescimento de cerca de 50 mil vagas. Mais tarde, será publicado o Livro Bege do Federal Reserve, que fornece insights sobre a visão do banco central em relação à inflação, emprego e crescimento.
Em Wall Street, o Dow Jones Futuro aumentava 0,07%, o Nasdaq Futuro subia 0,22% e o S&P 500 Futuro registrava alta de 0,14%.
O dólar futuro para abril, atualmente o mais negociado no Brasil, caía 0,94%, cotado a R$ 5,269.
Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam em baixa, com o índice Kospi da Coreia do Sul apresentando uma queda superior a 12%, a maior do dia, refletindo a aversão ao risco causada pelo conflito no Irã.
Os investidores da região também acompanharão a reunião parlamentar anual dos formuladores de políticas da China, que começa hoje.
A atividade industrial na China registrou queda em fevereiro, com fabricantes interrompendo a produção para um feriado prolongado. O índice oficial de gerentes de compras (PMI) do setor manufatureiro caiu para 49, abaixo da expectativa de 49,1.
Os preços do petróleo continuam em alta, ampliando os ganhos recentes, em meio a novos ataques no Oriente Médio e à análise de um plano dos EUA para assegurar e escoltar petroleiros no Estreito de Ormuz, onde o tráfego está quase paralisado.
As cotações do minério de ferro na China fecharam em leve alta, com investidores agindo com cautela antes da reunião parlamentar da segunda maior economia do mundo, que começa em 5 de março.
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