Ibaneis Rocha

Ibaneis enfrenta resistência até de aliados para aprovar socorro ao BRB

Governador enfrenta resistência para aprovar socorro ao BRB

Após o rombo gerado pelo caso Master, o governador do Distrito Federal busca a aprovação de um projeto de lei na Câmara Legislativa que permitirá o uso de 12 terrenos públicos como garantia para a ajuda ao Banco de Brasília (BRB).

A situação se complica, pois não é apenas a oposição, liderada pelo PT e PSOL, que está dificultando o processo. O governador Ibaneis Rocha, do MDB, agora precisa convencer também seus aliados, que integram uma ampla base de apoio.

Este cenário é inédito para Ibaneis, que desde que assumiu o GDF em 2019, nunca teve dificuldades em aprovar seus projetos. As discussões nos bastidores aumentaram nos últimos dias e devem continuar até terça-feira (24), quando o governo espera a aprovação do projeto que prevê o uso dos terrenos públicos.

Os deputados distritais estão mais cautelosos neste ano eleitoral. Um aliado próximo de Ibaneis comentou que "eles não querem repetir o desgaste do ano passado e estão insatisfeitos". Em 2025, a bancada governista já havia aprovado rapidamente um texto que autorizava negócios com o Banco Master. Após o escândalo BRB/Master, esses parlamentares enfrentam cobranças de seus eleitores.

O Banco Central exigiu que o BRB provisionasse R$ 2,6 bilhões em seu balanço para cobrir as perdas causadas pelos negócios com o Master, que envolveu a compra de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito sem lastro.

Aliados de Ibaneis também ressaltam que, em momentos como esse, os pedidos por cargos e favores por parte dos parlamentares tendem a aumentar em troca de apoio político. "Vai ser preciso atender pedidos", afirmam eles, reconhecendo a prática comum na Câmara Legislativa.

Há um consenso entre os aliados de que a melhor estratégia seria resolver a questão o quanto antes para minimizar o desgaste.

Um apoio importante para Ibaneis é o presidente da CLDF, Wellington Luiz, também do MDB, que tem demonstrado apoio constante ao governador. Recentemente, ele arquivou quatro pedidos de impeachment e deve ajudar a acalmar os ânimos entre os aliados.

O desfecho dessas negociações será conhecido na próxima semana, com a votação no plenário da Câmara Legislativa.


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