Hytalo Santos e marido são condenados por exploração sexual de jovens
Hytalo Santos e marido condenados por exploração sexual de adolescentes
O influenciador Hytalo Santos e seu marido, Israel Vicente, foram sentenciados à prisão e ao pagamento de R$ 500 mil em indenização por danos morais, devido à produção de conteúdo pornográfico envolvendo menores.
A decisão foi proferida pelo juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa, da comarca de Bayeux, na Grande João Pessoa/PB. Hytalo recebeu uma pena de 11 anos e 4 meses, enquanto Israel, conhecido como Euro, foi condenado a 8 anos e 10 meses de reclusão. As informações são do site g1.
Ambos estão detidos preventivamente desde agosto de 2025.
A sentença, divulgada no último domingo, 22, descreveu que os adolescentes foram expostos a um ambiente artificial, assemelhando-se a um “reality show”, onde enfrentaram situações de risco extremo.
Foi relatado que havia permissividade no local, com fornecimento de bebidas alcoólicas e descaso em relação à alimentação e à educação dos jovens.
Ao fundamentar a condenação, o juiz destacou que os crimes exploravam a vulnerabilidade das vítimas, que não tinham condições de resistir ou compreender as práticas ilícitas.
A defesa de Hytalo e Euro anunciou que irá recorrer da decisão. Os advogados afirmaram que durante o processo foram apresentados argumentos que contestam as acusações.
“A defesa mantém a confiança nas instituições e no devido processo legal, acreditando que a justiça será restabelecida nas instâncias competentes.”
O juiz também decidiu manter a prisão preventiva dos condenados, afirmando que os fundamentos que justificaram a medida cautelar permanecem válidos. O regime fechado foi considerado incompatível com a concessão de liberdade provisória.
Além da indenização de R$ 500 mil, os condenados deverão pagar 360 dias-multa, calculados com base em um trinta avos do salário mínimo vigente.
O processo que tramita no TJ/PB está em paralelo a outro na TRT-13, onde Hytalo e Israel são réus por tráfico de pessoas para exploração sexual e trabalho em condições análogas à escravidão.
Os dois foram presos em São Paulo no dia 15 de agosto do ano passado e transferidos para o Presídio do Róger em João Pessoa no dia 28 do mesmo mês.
O Ministério Público ajuizou uma Ação Civil Pública após o influenciador Felca denunciar, em um vídeo de 50 minutos, perfis que utilizam crianças e adolescentes para obter engajamento e monetização, promovendo o que ele chamou de "adultização".
Atendendo a um pedido do Ministério Público, a Justiça suspendeu todos os perfis de Hytalo Santos nas redes sociais, interrompendo a monetização e afastando imediatamente os adolescentes que viviam com ele, além de proibir qualquer contato com os menores.
Hytalo também é investigado por expor adolescentes a conteúdos de conotação sexual.
No vídeo "adultização", Felca destacou que Hytalo ganhou notoriedade ao promover "reality shows" com menores, recebendo críticas pelo teor sexual das publicações, que mostravam relacionamentos e danças com roupas sexualizadas. Os jovens eram filmados e expostos na internet.
Uma das principais críticas foi direcionada a Kamylinha Silva, que apareceu nos vídeos desde os 12 anos. No ano passado, ela, agora com 18, anunciou sua gravidez do irmão de Hytalo, Hyago Santos, e dias depois, informou ter sofrido um aborto espontâneo.
Um membro do MP/PB solicitou ao juiz que fizesse perguntas apenas ao final da audiência, invocando o art. 212 do CPP, para evitar nulidades no processo.
O Ministro do STJ, Rogerio Schietti, manteve a prisão de Hytalo Santos, ressaltando a gravidade das acusações e negou o pedido de habeas corpus da defesa.
O influenciador paraibano continua sob investigação por exploração de menores na internet.
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