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Ira ataca navios no Golfo e tensão no Estreito de Ormuz eleva risco global

Drones atingem cargueiros no Golfo Pérsico, EUA destroem navios iranianos e conflito pressiona preço do petróleo

Irã lança ataques com drones contra navios mercantes na região, aumentando a tensão no Estreito de Hormuz, uma das principais rotas do comércio mundial de petróleo e gás.

Durante o ataque, um dos cargueiros atingidos, que navegava sob bandeira da Tailândia, sofreu um incêndio a bordo e precisou ser evacuado. Os outros dois navios tiveram danos considerados menores e foram conduzidos a portos nos Emirados Árabes Unidos.

A ofensiva reforça o clima de instabilidade no corredor marítimo por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás natural liquefeito comercializado no mundo.

Em meio à escalada, o porta-voz militar iraniano, Ebrahim Zolfaqari, afirmou que o preço do petróleo pode disparar caso a segurança regional continue ameaçada. “Preparem-se para o barril a US$ 200, porque o preço depende da estabilidade que vocês desestabilizaram”.

Atualmente, o barril do petróleo Brent está acima de US$ 90, após ter se aproximado de US$ 120 no início da semana, em meio às tensões do conflito.

A resposta dos Estados Unidos também intensificou o cenário militar na região. Na terça-feira, o Pentágono anunciou que forças americanas afundaram 16 embarcações iranianas usadas para lançar minas marítimas. Segundo o governo dos EUA, a operação teve como objetivo impedir que esses navios continuassem atuando no Golfo, sobretudo após grande parte da Marinha iraniana ter sido neutralizada.

O Estreito de Ormuz tornou-se um dos pontos centrais da guerra. O Irã reforçou sua presença militar na área ao instalar ao menos 16 bases ao longo da costa norte e em ilhas estratégicas.

Os Emirados Árabes Unidos também enfrentaram ataques diretos. Um bombardeio com drones nas proximidades do aeroporto de Dubai deixou ao menos quatro pessoas feridas e afetou parcialmente o funcionamento do terminal aéreo.

Os combates seguem intensos em diversas frentes. Os Estados Unidos realizaram novos bombardeios contra instalações ligadas ao programa de mísseis balísticos iraniano, inclusive com aviões que decolaram de bases anteriormente restritas no Reino Unido.

Segundo o governo iraniano, os ataques contra o país já deixaram mais de 1.300 mortos desde o início da guerra. O Crescente Vermelho informou que 19.734 edifícios civis foram danificados, entre eles 77 centros de saúde e 65 escolas.

Israel, por sua vez, anunciou uma nova rodada de bombardeios contra alvos em Teerã e posições do grupo libanês Hezbollah em Beirute. O Hezbollah, aliado do regime iraniano, respondeu lançando ataques contra regiões do norte e do centro de Israel.

No Líbano, os confrontos já causaram ao menos 570 mortes. O governo libanês havia tentado atuar como mediador entre o Irã e Israel, mas as negociações fracassaram diante da escalada militar. Com isso, a guerra amplia seu impacto regional e eleva os temores de uma crise prolongada com efeitos diretos sobre a economia global.

A tensão no Golfo e no Estreito de Ormuz não apenas aumenta o risco de conflito, mas também põe em risco a estabilidade global.


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