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EUA enfrentam múltiplas frentes de guerra sem munição adequada, afirma analista

Um analista destaca que os Estados Unidos estão envolvidos em diversas frentes de conflito, mas lidam com uma grave escassez de munição, o que resulta em custos elevados para os contribuintes e afeta serviços essenciais.

Além disso, o especialista ressalta que os cidadãos norte-americanos arcam com o custo do capital que deixa de ser investido em áreas fundamentais, como infraestrutura, educação, saúde e segurança interna.

O analista geopolítico e ex-militar Brian Berletic comentou, em entrevista à agência russa Sputnik, sobre a expansão excessiva dos EUA no Oriente Médio. Ele se referiu a uma matéria da Bloomberg, que aponta que os estoques de interceptadores de mísseis dos EUA podem se esgotar em questão de dias se os ataques retaliatórios do Irã continuarem.

Atualmente, o superporta-aviões USS Gerald R. Ford está posicionado no Mediterrâneo, próximo à área de conflito com o Irã.

Berletic observa que os EUA abriram frentes de guerra em várias partes do mundo, desde a América Latina até a Ucrânia, passando pelo Irã e pelo Iémen. Simultaneamente, os EUA se preparam para um confronto com a China na região da Ásia-Pacífico, mas não possuem munições suficientes para lidar com todas essas situações.

Ele afirma que a previsão sobre a durabilidade dos estoques dos EUA e de Israel é incerta, especialmente considerando o ritmo atual de uso, que chega a exigir de dois a três interceptadores por míssil. Berletic destaca que os estoques já estavam reduzidos antes do início da última onda de agressões.

Na visão do especialista, a estratégia dos EUA parece priorizar a movimentação dos estoques existentes globalmente, ao invés da produção de novas munições. Após os ataques de junho de 2025, os EUA suspenderam operações e optaram por métodos assimétricos para enfraquecer a economia e desestabilizar politicamente o Irã.

Os Estados Unidos também têm buscado minar a capacidade militar do Irã, transferindo estoques de armas e munições de suas bases ao redor do mundo para iniciar novas hostilidades.

Berletic alerta que, se o Irã conseguir resistir mais do que os estoques dos EUA permitem para um ataque efetivo, o processo pode se repetir.

Dessa forma, os contribuintes norte-americanos arcarão com todos os custos associados a essas guerras. Os cidadãos pagam não apenas os impostos que são desviados para altos gastos militares, mas também tornam-se responsáveis pelos custos das guerras de agressão no exterior.

A Bloomberg já havia informado que os estoques de munições dos EUA e de Israel correm o risco de se esgotar rapidamente caso o Irã mantenha os ataques com a mesma intensidade. A capacidade de resistência dos EUA, de Israel e dos países do Golfo Pérsico dependerá do número de interceptadores de mísseis disponíveis, que já estão em níveis críticos após o intenso confronto com o Irã no ano anterior.


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