vozdobairro https://vozdobairro.com.br/noticia/30589/logistica-2026-os-cinco-maiores-desafios-do-setor-e-o-que-as-empresas-precisam-fazer-agora

https://vozdobairro.com.br/noticia/30589/logistica-2026-os-cinco-maiores-desafios-do-setor-e-o-que-as-empresas-precisam-fazer-agora

Logística 2026: os cinco maiores desafios do setor e o que as empresas precisam fazer agora

A logística entrou definitivamente no centro da estratégia corporativa. Em um cenário marcado por consumidores cada vez mais exigentes, margens pressionadas e cadeias de suprimentos globais sujeitas a instabilidades, 2026 consolida um novo patamar de complexidade para o setor. A área, antes vista como suporte operacional, tornou-se determinante para crescimento, rentabilidade e reputação de marca.

Dados recentes da McKinsey & Company indicam que empresas com cadeias de suprimentos digitalizadas e integradas podem reduzir custos logísticos em até 15% e melhorar níveis de serviço em mais de 20%. Ao mesmo tempo, relatórios da Gartner apontam que organizações que investem em visibilidade ponta a ponta aumentam significativamente sua resiliência operacional diante de rupturas e volatilidade econômica.

Para Alvaro Loyola, country manager da Drivin Brasil, o que define o momento é centralização e escalabilidade. “Não estamos mais falando de digitalizar etapas isoladas, mas de orquestrar dados, processos e parceiros em um único sistema inteligente. A vantagem competitiva está em conectar planejamento, execução e experiência do cliente em tempo real”, afirma. A centralização é o primeiro desafio enfrentado pelas empresas, pois a falta de visibilidade ponta a ponta torna a previsibilidade e a eficiência operacional comprometidas.

A pressão por redução de custos em um ambiente econômico volátil também é um desafio significativo. Combustível, pedágios, manutenção de frota e oscilações cambiais impactam diretamente as margens. Segundo a Confederação Nacional do Transporte, o transporte representa mais de 60% dos custos logísticos no Brasil, o que evidencia o peso da eficiência operacional no resultado final das empresas.

A exigência por entregas mais rápidas e personalizadas também é um desafio crítico. O consumidor digital não compara apenas preços, ele compara experiências. Estudos da PwC mostram que a experiência é um dos principais fatores de fidelização, e o prazo de entrega se tornou elemento central nessa equação.

Sistemas automatizados de previsão de prazo (ETA), comunicação proativa com o cliente e integração omnichannel entre logística e atendimento são pilares dessa transformação. A sustentabilidade e a crescente pressão regulatória também desempenham um papel importante, pois as empresas enfrentam metas mais rigorosas de redução de emissões e precisam comprovar avanços em relatórios ESG.

“Tecnologia e sustentabilidade caminham juntas. Quando uma empresa otimiza rotas, reduz consumo de combustível e emissões ao mesmo tempo. Eficiência ambiental e eficiência econômica deixaram de ser opostas, hoje são complementares”, observa Loyola. Neste cenário, métricas de emissão por entrega, relatórios ESG integrados à operação e planejamento logístico com menor impacto ambiental tornam-se práticas estratégicas.

Por fim, a digitalização acelerada amplia a superfície de risco cibernético. Com operações cada vez mais conectadas, dados logísticos como rotas, volumes, contratos e informações de clientes tornam-se ativos estratégicos e, portanto, alivos potenciais. Relatórios globais de risco da World Economic Forum têm destacado ataques cibernéticos como uma das principais ameaças à continuidade dos negócios. “Quanto mais conectada a operação, maior a responsabilidade com segurança. Governança de dados, criptografia robusta, controle de acesso e monitoramento constante precisam estar no mesmo nível de prioridade que eficiência e redução de custos”, ressalta o executivo.


← Voltar para as notícias