oglobo https://oglobo.globo.com/google/amp/rio/noticia/2025/03/27/mafia-dos-cigarros-pf-faz-operacao-para-prender-adilsinho-e-outros-20-pessoas.ghtml

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Operação Libertatis 2: PF mira máfia internacional de cigarros e cumpre mandados de prisão

A Polícia Federal (PF) lançou a Operação Libertatis 2, com o objetivo de prender Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, e mais 20 suspeitos de integrarem uma máfia internacional de cigarros. A operação visa cumprir mandados de prisão e sequestrar bens avaliados em R$ 350 milhões.

A investigação começou em fevereiro de 2023, com a descoberta de fábricas clandestinas de cigarros falsos em Duque de Caxias. Os policiais encontraram trabalhadores paraguaios que eram submetidos a regime análogo à escravidão.

A quadrilha falsificava e comercializava os cigarros que produzia com o emprego de embalagens falsas. O bando também teria usado violência e ameaças para que comerciantes de regiões dominadas pela organização fossem obrigados a adquirir o produto falsificado e revender apenas o cigarro fornecido pelo grupo investigado.

Durante a Operação Smoke Free, que ocorreu em novembro de 2022, a polícia descobriu que o mesmo bando contava com uma espécie de célula de serviço paralelo de segurança, coordenada por um policial federal e integrada por policiais militares e bombeiros. O grupo também atuava em outros serviços ilegais de acordo com seus interesses, como na imposição de um monopólio na venda de cigarros em vários pontos do estado.

Além disso, integrantes de outra parte da quadrilha são apontados como os responsáveis pelo fornecimento de insumos, maquinários e mão de obra escrava oriunda do Paraguai. Segundo a investigação, esta célula do grupo era administrada por uma mulher que possuía um serviço de segurança particular por parte de um policial militar.

A PF deflagrou, nesta quinta-feira, a Operação Libertatis 2, que visa a cumprir 21 mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça contra suspeitos de integrar uma organização criminosa internacional especializada no comércio ilegal de cigarros, produzidos com o emprego de trabalho análogo à escravidão. Um dos alvos da ação é Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, apontado como integrante da máfia de cigarros e herdeiro da contravenção em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, que também expande seus domínios para outras regiões na cidade do Rio. Já em outra investigação, feita pela Delegacia de Homicídios da Capital, Adilsinho é suspeito de ser o mandante dos assassinatos do miliciano Marco Antônio Figueiredo Martins, o Marquinho Catiri, e de Alexsandro José da Silva, o Sandrinho.

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As duas mortes aconteceram em novembro de 2022. Na ação desta quinta-feira, 200 policiais federais, com apoio de uma equipe da Polícia Rodoviária Federal, tentam localizar os suspeitos e ainda cumprir 26 mandados de busca e apreensão.

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Segundo a investigação, o grupo falsificava e comercializava cigarros produzidos com o emprego de trabalho análogo à escravidão e tráfico de cidadãos paraguaios. Além dos mandados judiciais, também foram emitidas ordens de bloqueio, sequestro e apreensão de bens, avaliados em cerca de R$ 350 milhões — na lista há veículos de luxo, criptomoedas, dinheiro em espécie, assim como valores depositados em contas bancárias.


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