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Meus pais estão vivos?': apagão de internet imposto pelo Irã completa uma semana e afeta iranianos em meio à guerra

Apagão digital restringiu gravemente a comunicação não apenas com o resto do mundo, mas também dentro do país. Sem notícias de parentes e amigos, iranianos no exterior estão aflitos.

A internet está cortada no Irã desde 28 de fevereiro, no início de ofensiva militar contra o país pelos Estados Unidos e por Israel.

Apagões digitais não são novidade no Irã, que costuma cortar o acesso à rede sempre que ocorrem protestos antigoverno no país.

Durante a onda de manifestações em janeiro, que teria deixado milhares de mortos após a repressão brutal das forças de segurança, as autoridades impuseram um apagão da internet que durou semanas. O mesmo roteiro se repetiu durante a guerra de 12 dias com Israel em junho passado.

Desde 28 de fevereiro, no início da ofensiva militar dos EUA e de Israel contra o Irã, a internet voltou a ser cortada pelas autoridades iranianas, mergulhando o país em um apagão de informações.

No sábado (7), a plataforma de monitoramento da internet NetBlocks contabilizava mais de 168 horas ininterruptas de apagão – uma semana –, com a conectividade ainda estagnada em torno de 1% dos níveis normais.

Dentro do Irã, tarefas simples como o uso do Google Maps ou a busca de informações em sites tornaram-se impossíveis. Apenas a intranet local, extremamente limitada, permanecia disponível.

"Mesmo que eu não veja nenhum ataque onde eles moram, o medo permanece porque muitas vezes não consigo contatá-los", acrescentou Hayberd Avedian, membro do conselho da Ayande e.V., uma associação juvenil na Alemanha que se concentra em jovens com ascendência iraniana no mundo de língua alemã.

Mitra B., de 50 anos, que deixou o Irã após a Revolução Islâmica de 1979 e agora vive na Alemanha, compartilhou preocupações semelhantes. "Ataque ao Irã: Entenda o que aconteceu e o que pode vir agora"


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