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https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/03/03/print-mostra-que-tenente-coronel-da-pm-dizia-ter-acesso-e-controle-das-redes-sociais-da-esposa-encontrada-morta.ghtml

Print revela controle de redes sociais por tenente-coronel após morte da esposa

Um print obtido pela família da policial militar Gisele Alves Santana, encontrada morta, mostra que o tenente-coronel Geraldo Neto afirmava ter "acesso e controle" sobre as redes sociais da esposa.

Na mensagem, ele teria confrontado um primo de Gisele, alegando que o homem estava “conversando demais” com ela. Segundo o advogado da família, José Miguel Silva, essa informação levanta suspeitas de "controle e violência psicológica", apontando que Geraldo a proibia de manter contato com familiares, usar maquiagem ou ir à academia sozinha.

Gisele foi encontrada com um tiro na cabeça no apartamento onde morava com Geraldo, no Brás, em São Paulo. O caso está sendo investigado como morte suspeita pela Polícia Civil.

O advogado destacou que o print integra um conjunto de indícios que sugerem um relacionamento abusivo. Ele mencionou que, na conversa, o primo respondeu de forma amigável, enquanto o tenente-coronel encerrou a troca de mensagens de maneira ríspida.

Geraldo pediu afastamento da Polícia Militar após o ocorrido. A morte de Gisele, que aconteceu em 18 de fevereiro, inicialmente foi registrada como suicídio, mas agora é tratada como morte suspeita.

Em seu depoimento, Geraldo alegou que discutiu com Gisele sobre uma separação e, após ir ao banheiro, ouviu um disparo. Ele relatou ter encontrado a esposa caída e com uma arma em mãos. No entanto, a família contesta essa versão, afirmando que Gisele sofria violência psicológica e que o relacionamento era tóxico.

A perícia encontrou sangue no box do banheiro e concluiu que o tiro foi disparado com a arma encostada na cabeça da vítima. Exames realizados não encontraram resíduos de pólvora nas mãos de Gisele ou de Geraldo, e novas investigações estão em andamento para determinar as circunstâncias da morte.

O 8º DP investiga todos os aspectos do caso e não descarta a possibilidade de exumação do corpo para esclarecer detalhes sobre a morte. Apesar das evidências, Geraldo ainda não é considerado um suspeito formal.

Enquanto isso, a defesa do tenente-coronel não foi contatada para comentar a situação.


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