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https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/03/03/pm-encontrada-morta-laudo-revela-disparo-de-arma-encostado-no-lado-direito-da-cabeca.ghtml

Laudo aponta disparo de arma encostado no lado direito da cabeça de PM encontrada morta

O caso da morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, inicialmente registrado como suicídio, teve sua classificação alterada após o depoimento da mãe, que revelou um relacionamento abusivo da vítima com um tenente-coronel da PM.

O laudo necroscópico indicou que o disparo foi feito encostado na cabeça, levando a Polícia Civil de São Paulo a buscar mais esclarecimentos. Existe a possibilidade de pedir a exumação do corpo para uma nova perícia, que necessitará de autorização judicial.

Marcas de sangue foram encontradas no box do banheiro do apartamento no Brás, região central da cidade. Essa evidência pode mudar o rumo da investigação, que já está sendo tratada como morte suspeita.

A perícia do Instituto de Criminalística utilizou luminol e identificou vestígios de sangue no box, onde o tenente-coronel afirmou estar tomando banho durante o incidente. A análise dos resíduos de pólvora, no entanto, deu negativo tanto para Gisele quanto para o oficial.

Os investigadores realizaram novas perguntas a socorristas e ao tenente-coronel que estava presente no momento da morte.

No boletim de ocorrência, o oficial relatou que pediu separação à esposa antes do ocorrido e, após ir tomar banho, ouviu um barulho. Ao sair do chuveiro, encontrou Gisele caída com um tiro na cabeça e segurando uma arma.

Gisele Alves Santana, além de ser policial, deixa uma filha de sete anos.

Familiares contestam a versão apresentada pelo tenente-coronel, alegando que Gisele era vítima de violência psicológica. A mãe da policial relatou diversas situações de perseguição e controle por parte do marido.

Em seu depoimento, o tenente-coronel mencionou a conturbada dinâmica do relacionamento, caracterizada por ciúmes e boatos de um suposto relacionamento extraconjugal que afetaram a relação.

Após uma discussão na manhã do dia do incidente, ele disse que foi ao banheiro e, ao ouvir o barulho, encontrou Gisele ferida. O oficial afirmou que a arma utilizada estava sobre o armário no quarto onde dormiam.

As investigações continuam em busca de respostas para esclarecer os detalhes dessa trágica ocorrência.


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