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Foragidos por estupro coletivo se entregam à polícia; 4 viram réus
Mattheus Verissimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho, ambos com 19 anos, se apresentaram às autoridades. Os demais investigados continuavam foragidos até a última atualização. Todos foram considerados réus.
Um dos réus é filho de um subsecretário estadual, que expressou "profunda indignação e tristeza" diante das acusações.
A Justiça já havia negado habeas corpus aos foragidos e aceitou a denúncia do Ministério Público.
O inquérito e a perícia revelaram que a vítima enfrentou agressões físicas e foi forçada a atos sexuais.
Na manhã de 3 de março de 2026, dois dos foragidos se entregaram à polícia. Todos os investigados agora são réus por estupro coletivo, com o agravante de que a vítima é menor de idade, além de serem acusados de cárcere privado.
A 1ª Vara Especializada de Crimes contra a Criança e o Adolescente aceitou a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro. Os promotores ressaltaram a "violência e brutalidade dos atos sexuais" cometidos contra a vítima.
Mattheus Verissimo Zoel Martins apresentou-se na 12ª DP (Copacabana) e não fez declarações. João Gabriel Xavier Bertho se entregou na 10ª DP (Botafogo) e também se manteve em silêncio durante os interrogatórios.
Ambos foram transferidos para o Presídio José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte do Rio.
Os outros dois investigados, Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin, ambos de 18 anos, ainda estavam foragidos até a última atualização.
O delegado Angelo Lages afirmou que todos têm a intenção de se entregar. Um menor também está sob investigação, e seu inquérito foi separado para análise pela Vara da Infância e da Juventude.
As informações apontam que a Justiça já havia negado habeas corpus aos foragidos. Três dos quatro maiores de idade apresentaram recurso com a intenção de suspender a prisão, mas o desembargador Luiz Noronha Dantas indeferiu os pedidos.
Entre 2 e 3 de março, mais duas jovens procuraram a polícia para relatar terem sido estupradas por integrantes do grupo. Uma delas revelou que o crime aconteceu quando tinha 14 anos.
A mãe de uma das vítimas declarou: "Eu só quero que eles paguem".
O governo estadual se manifestou, repudiando a violência e afirmando que a Secretaria da Mulher prestará apoio à vítima e sua família. A Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos reafirmou seu compromisso com a proteção da dignidade humana.
A defesa de João Gabriel negou a ocorrência de estupro e apontou que havia mensagens trocadas entre a jovem e seu amigo, que contradizem as acusações.
A investigação prossegue, com a polícia coletando materiais para exames genéticos e análise de DNA, enquanto o caso continua sob segredo de Justiça.
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