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"O 'não' dela é muito precioso e importa", afirma mãe de vítima de estupro coletivo no Rio

Em uma entrevista impactante, a mãe da adolescente vítima de um estupro coletivo destacou a coragem da filha em denunciar o crime, enfatizando que ela está se conscientizando de que não é culpada pela situação vivida.

A vítima, que estava em um quarto com um adolescente, foi forçada a ter relações sexuais com outros quatro homens após intensa pressão. Os quatro adultos envolvidos foram indiciados e estão foragidos desde o último sábado (28).

A mãe ressaltou que o caso pode encorajar outras vítimas a se manifestarem, afirmando a importância do reconhecimento e da denúncia.

Dois dos suspeitos já tinham histórico de problemas disciplinares no Colégio Pedro II, conforme informações da própria instituição.

A mãe, que preferiu não revelar sua identidade para proteger a filha, compartilhou os momentos difíceis enfrentados pela adolescente, que sentiu vergonha e culpa após o ocorrido. "Ela pensou em desistir da vida, achando que seria sempre vista como culpada", relatou.

Os indiciados são:

Bruno Felipe dos Santos Allegretti, 18 anos

João Gabriel Xavier Bertho, 19 anos

Mattheus Verissimo Zoel Martins, 19 anos

Vitor Hugo Oliveira Simonin, 18 anos

A mãe percebeu a gravidade da situação ao notar os ferimentos da filha. Exames posteriores confirmaram lesões na região genital da jovem.

A adolescente só revelou o que aconteceu após conversar com uma amiga, que a alertou sobre a violência sofrida. "A minha filha foi muito corajosa ao reconhecer esses meliantes. Isso pode ajudar outras vítimas", destacou a mãe.

A 12ª DP (Copacabana) está à frente da investigação e incentivou outras possíveis vítimas a procurarem a delegacia para registrar depoimentos.

A Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados está acompanhando o caso, dado que a escola é federal. A advogada da família, Mariana Rodrigues, informou que há outros relatos de assédio envolvendo um dos adolescentes.

Os dois suspeitos do caso já tinham enfrentado advertências e suspensões por comportamentos inadequados no colégio. Ambos respondem ainda a um processo disciplinar interno por agressão.

No último domingo (1°), a Reitoria do Colégio Pedro II anunciou que abriu um processo administrativo para desligar os alunos envolvidos.

O caso veio à tona no dia 28, quando a polícia indiciou quatro adultos. Um menor também foi indiciado e poderá enfrentar medidas socioeducativas.

As circunstâncias do crime incluem convites feitos pela vítima para um encontro em um apartamento, onde a situação rapidamente se tornou violenta. Câmeras de segurança registraram a entrada dos jovens e a saída da vítima, além de conversas no WhatsApp que foram incluídas no inquérito.

O exame de corpo de delito confirmou lesões e evidências de violência física. Mandados de prisão preventiva foram expedidos, mas os suspeitos permanecem foragidos.

A defesa de um dos acusados negou as acusações e afirmou que ele não teve a oportunidade de se defender formalmente.

O caso levanta questões importantes sobre a violência contra mulheres e a necessidade de apoio às vítimas.


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