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Exoneração de subsecretário no RJ após caso de estupro coletivo

O governo do Rio de Janeiro anunciou a exoneração de José Carlos Simonin, subsecretário de Governança, Compliance e Gestão. Ele é pai de Vitor Hugo Oliveira Simonin, um dos réus foragidos por um estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos em Copacabana.

A decisão foi divulgada pela Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, que justificou a medida para "resguardar a integridade institucional e assegurar a condução responsável dos fatos noticiados".

A secretária Rosangela Gomes expressou "profunda indignação e tristeza" e informou que a Secretaria da Mulher está oferecendo apoio à vítima.

O governo estadual "repudia veementemente o ato de extrema violência" e confirmou a identificação de cinco suspeitos pela Polícia Civil. Dentre eles, quatro são maiores de idade e um é menor. As prisões foram decretadas pela Justiça, mas todos permanecem foragidos, com diligências em andamento.

No dia da exoneração, dois suspeitos se entregaram, mas Vitor Hugo ainda não havia se apresentado. A expectativa é que os foragidos se entreguem até a quarta-feira seguinte.

A exoneração foi uma decisão administrativa, buscando garantir a integridade da instituição. As investigações estão sob responsabilidade das autoridades competentes.

Até o fechamento da reportagem, José Carlos Simonin não havia se manifestado sobre sua exoneração.

A secretária Rosangela Gomes, antes da confirmação da exoneração, publicou uma nota nas redes sociais, manifestando sua indignação com as "graves denúncias". Ela também destacou que a Secretaria da Mulher está prestando apoio jurídico e psicológico à adolescente e à sua família, reafirmando sua solidariedade.

O governo do estado reafirmou seu repúdio ao ato de violência e informou que a Polícia Civil concluiu a investigação, identificando os cinco autores do crime. As diligências seguem para capturá-los.

A investigação da 12ª DP (Copacabana) revelou que a vítima foi convidada por um ex-namorado a ir ao apartamento de um amigo, onde o crime ocorreu na noite de 31 de janeiro. A jovem, sem companhia, foi abordada de forma manipuladora e acabou sendo forçada a viver uma situação de extrema violência.

Imagens de câmeras de segurança e mensagens de WhatsApp entre a vítima e o menor foram apresentadas como evidências no inquérito, além de um exame de corpo de delito que confirmou lesões compatíveis com violência física.

A defesa de João Gabriel, um dos acusados, negou a ocorrência de estupro, afirmando que já houve decisões judiciais que negaram pedidos de prisão preventiva. Eles argumentam que a jovem consentiu com a presença dos rapazes no quarto durante o encontro íntimo e que o caso não foi devidamente investigado.

O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades, que continuam a busca pelos foragidos.


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