g1 https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/03/09/fachin-se-reune-com-mendonca-para-discutir-caso-master.ghtml

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Fachin se reúne com Mendonça para discutir caso Master

O encontro não estava na agenda do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e ocorre após Mendonça ter autorizado a 3ª fase da Operação Compliance Zero, que prendeu o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, se reuniu na noite de segunda-feira (9) com o ministro André Mendonça, relator das investigações sobre as fraudes envolvendo o Banco Master. O encontro não estava na agenda de Fachin e acontece após Mendonça ter autorizado a Terceira Fase da Operação Compliance Zero e de o jornal O Globo revelar que Daniel Vorcaro mandou mensagens para o ministro do Supremo Alexandre de Moraes no dia em que o banqueiro foi preso pela primeira vez, em novembro de 2025.

Ao longo do dia, o presidente do Supremo também conversou com outros ministros sobre a crise. O assunto também já foi tratado por Fachin com o ministro Alexandre de Moraes, que é o vice-presidente da Corte.

Na última quarta-feira (4), o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, voltou a ser preso pela Polícia Federal em São Paulo na terceira fase da Operação Compliance Zero, uma investigação que apura um esquema bilionário de fraudes financeiras.

O banqueiro foi transferido nesta sexta-feira (6) para o Penitenciária Federal de Brasília. Nos bastidores, ministros do Supremo estão reclamando da postura da Polícia Federal na condução do caso Master e também há cobranças para que Fachin se posicione publicamente sobre as mensagens envolvendo Moraes.

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A investigação sobre o Banco Master também foi discutida por Fachin com a diretoria do Conselho Federal da Ordem dos Avogados do Brasil (OAB). O presidente da OAB, Beto Simonetti, afirmou que a ordem dos advogados decidiu que irá pedir acesso irrestrito ao material já produzido na apuração. Além disso, afirmou que há pedido de reunião com André Mendonça, relator do caso, ainda sem data.

O ministro Edson Fachin defendeu as investigações e reiterou que tudo será investigado "doa a quem doer" para preservar a instituição STF.


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