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Em pronunciamento, Lula pede para que brasileiros reflitam sobre como tratam mulheres e defende combate ao feminicídio

"Não é uma questão privada, não é uma questão de cada pessoa, é uma questão de sociedade. É um crime que matar uma mulher é matar uma parte importante de nós", afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em uma sessão no Palácio do Planalto, o "Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio" foi assinado por todos os três Poderes do Estado, com o objetivo de combater o feminicídio no país.

O pacto é uma iniciativa do governo para criar uma frente ampla nacional de combate aos crimes que aumentam a cada ano. Ele tem como eixos principais a prevenção, a proteção, a responsabilização de agressores e a garantia de direitos para mulheres vítimas de violência de gênero.

"O Brasil que queremos não é um país onde as mulheres apenas sobrevivam, é um país onde elas possam viver em segurança, com liberdade para se divertir, trabalhar, empreender e prosperar", concluiu o presidente.

O presidente pediu que brasileiros reflitam sobre como tratam mulheres e defendam o combate ao feminicídio, destacando a importância de uma sociedade mais solidária e em defesa dos direitos das mulheres.

Lula também afirmou que novas operações de combate ao feminicídio vão acontecer no país para trazer mais segurança para as mulheres e prometeu:

implantar o rastreamento eletrônico de agressores cujas vítimas tenham medida protetiva;

ampliar e fortalecer as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher e as Procuradorias da Mulher;

a criação do Centro Integrado da Segurança Pública, com unificação de dados e monitoramento de agressores;

também ampliando a rede de unidades dos Centros de Referência e das Casas da Mulher Brasileira, que oferecem serviços especializados para as vítimas de violência doméstica e seus filhos.

A iniciativa uniu Executivo, Legislativo e Judiciário em um compromisso institucional para enfrentar a violência letal contra mulheres e meninas no Brasil.


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