https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/03/04/mensagens-ameacas-vorcaro.ghtml
Quebrar todos os dentes num assalto: mensagens de Daniel Vorcaro expõem ameaças contra opositores e jornalista Lauro Jardim
O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso novamente por fraudes bilionárias e por comandar uma milícia privada. As investigações apontam que o controlador do banco ordenava ataques violentos contra jornalistas e opositores em grupo do WhatsApp.
A investigação revelou que Vorcaro ordenou ataque ao jornalista Lauro Jardim: "Quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto". Além disso, as investigações apontam que o controlador do banco usava o aplicativo para coordenar pagamentos a servidores do Banco Central.
O STF decretou a prisão preventiva de Vorcaro e outros envolvidos, e O GLOBO repudiou as ameaças à liberdade de imprensa. As investigações também apontam que o grupo "A Turma" de intimidação liderado por Luiz Phillipi Mourão, apelidado de "Sicário", teve acesso a informações sigilosas e monitorou autoridades.
A nova prisão de Vorcaro marca mais um capítulo de uma crise que atingiu o ápice em novembro, com a liquidação do Master, e que também levou ao fim das operações do Will Bank e do Banco Pleno, integrantes do mesmo grupo. O Master operava sob risco elevado de insolvência, pressionado pelo alto custo de captação e pela exposição a investimentos considerados arriscados.
As investigações também apontam que o pai de Vitor Simonin foi exonerado do cargo de subsecretário do Rio, após ser acusado de estupro coletivo. A polícia também encontrou provas de que Miranda, ex-candidata a prefeito de São Paulo, pagava R$ 1 milhão a Luiz Phillipi Mourão para garantir apoio político ao grupo.
A República tem negado qualquer envolvimento com o grupo, e as autoridades afirmam que a liberdade de imprensa é fundamental para a democracia. O GLOBO afirmou que repudia veementemente as iniciativas criminosas contra o colunista Lauro Jardim, e que tentativas de intimidar jornalistas representam um ataque à liberdade de imprensa.
Vorcaro, comandava uma milícia privada para intimidar e atacar opositores, chamada de "A Turma". O grupo também contava com a colaboração de servidores do Banco Central, que usavam o aplicativo para coordenar pagamentos a membros do grupo.
← Voltar para as notícias