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Divergências entre governistas sobre a decisão de Alcolumbre
Em uma votação que gerou polêmica, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu manter a quebra de sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A votação ocorreu na última quinta-feira (26) e provocou um tumulto entre os membros da CPMI do INSS.
Após o resultado, houve um clima de confusão e empurra-empurra na sessão. Parlamentares da base governista protestaram, aproximando-se da mesa, o que resultou em uma situação de caos, incluindo agressões físicas.
A base de apoio ao governo argumentou que o presidente da CPI mista, Carlos Viana (Podemos-MG), erroneamente contou apenas sete votos contrários à quebra de sigilo, quando, segundo eles, 14 parlamentares se posicionaram contra. Para sustentar essa reclamação, usaram imagens da sessão.
Na terça-feira (3), Alcolumbre não aceitou os argumentos da base, afirmando que 14 votos não representariam a maioria necessária para anular a decisão, que exigiria 16 votos.
O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), apoiou a decisão de Alcolumbre e descartou a possibilidade de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para contestar a votação. Ele elogiou a postura do presidente do Senado, afirmando que este agiu de forma justa e balizada.
Por outro lado, os deputados Alencar Santana (PT-SP) e Rogério Correia (PT-MG) criticaram a decisão, alegando que a votação violou o regimento interno e questionando se seus votos seriam respeitados em futuras votações.
Durante a votação, após o anúncio do resultado por Viana, Santana e Correia se envolveram em um tumulto na mesa da comissão, onde ocorreram agressões.
O método de votação utilizado foi simbólico, onde os votos contrários eram expressos por parlamentares que se levantavam ou levantavam as mãos. Viana destacou que suplentes não teriam direito a voto e que os favoráveis deveriam permanecer sentados.
Alcolumbre justificou que, na votação, apenas 14 senadores se manifestaram contrariamente, o que não configuraria a maioria necessária.
Polêmica à parte, a situação na CPMI gerou tensões entre os parlamentares, com a necessidade de separação de alguns que ameaçaram se agredir, incluindo deputados de diferentes partidos.
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