https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/03/03/sem-citar-guerra-no-oriente-medio-lula-diz-que-enquanto-se-fala-de-morte-drones-e-misseis-brasil-fala-de-salvar-vidas.ghtml
Lula destaca a importância de salvar vidas em meio a conflitos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se pronunciou sobre a situação de conflitos no Oriente Médio durante visita a uma indústria farmacêutica em Valinhos, São Paulo, nesta terça-feira (3). Embora não tenha mencionado diretamente a guerra, suas palavras refletem a preocupação brasileira em tempos de violência.
"A gente salva vida, sobretudo nesse instante em que se ligar na televisão agora está falando de morte, se ligar na televisão à noite está falando de guerra, se ligar na televisão de manhã está falando de morte, de drone, de mísseis, de invasão", afirmou Lula.
No último sábado (28), Estados Unidos e Israel realizaram um ataque coordenado ao Irã, resultando em explosões na capital Teerã e em outras cidades. Em resposta, o Irã disparou mísseis contra Israel e atacou bases americanas na região.
Desde o início dos ataques, a posição do governo brasileiro tem sido expressa por meio de notas oficiais do Ministério das Relações Exteriores. Até o momento, Lula não se manifestou publicamente ou nas redes sociais sobre o tema.
Itamaraty condena ataques
Após a ofensiva dos EUA e de Israel, o Itamaraty condenou a ação, enfatizando que as negociações são o único caminho viável para a paz. "O Governo brasileiro condena e expressa grave preocupação com os ataques realizados hoje (28/2) por Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã", destacou a nota oficial.
Em resposta à escalada de hostilidades, o governo brasileiro também expressou solidariedade aos países afetados pelos ataques do Irã e enfatizou a importância de interromper ações militares na região do Golfo. A nota ressaltou que a situação representa uma grave ameaça à paz.
"O Brasil expressa solidariedade às famílias das vítimas e enfatiza a obrigação dos Estados de assegurar a proteção de civis, em conformidade com o Direito Internacional Humanitário", declarou o governo.
O Itamaraty segue monitorando a situação com preocupação, alertando sobre os impactos humanitários e econômicos que podem advir da crise, além dos riscos à estabilidade regional e às rotas estratégicas de comércio e energia.
← Voltar para as notícias