https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/03/02/em-conversa-lula-e-amorim-reforcam-posicao-do-brasil-na-defesa-por-solucao-negociada-para-reduzir-tensoes-no-oriente-medio.ghtml
Guerra no Oriente Médio
O embaixador Celso Amorim, assessor especial da Presidência, conversou na manhã desta segunda-feira (2) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a escalada de conflitos na região. Enquanto Lula se encontrava em Brasília, Amorim estava no Rio de Janeiro e anunciou a ligação em entrevista à GloboNews.
Durante a conversa, ambos discutiram os desdobramentos recentes da crise e as possíveis iniciativas diplomáticas do Brasil, destacando a defesa de uma solução negociada para reduzir as tensões.
Celso Amorim recordou os esforços da diplomacia brasileira em 2010, em parceria com a Turquia, que culminaram na Declaração de Teerã. Essa proposta visava aliviar a tensão em torno do programa nuclear do Irã, mas foi rejeitada pelos Estados Unidos.
Atualmente, o governo brasileiro avalia os impactos da escalada de conflitos e seus desdobramentos diplomáticos, especialmente em relação aos EUA. Amorim alertou que o Brasil "deve se preparar para o pior", dado o potencial de alastramento do conflito com o Irã.
Até agora, o governo brasileiro manifestou solidariedade às vítimas e solicitou o fim das ações militares no Golfo.
Além disso, o Ministério das Relações Exteriores anunciou que o ministro Mauro Vieira conversou com o chanceler dos Emirados Árabes Unidos, Abdullah bin Zayed Al Nahyan, sobre os desenvolvimentos da guerra e o fechamento do espaço aéreo na região. Uma das principais preocupações é a situação de brasileiros nos aeroportos de Dubai e Abu Dhabi.
Adicionalmente, está sendo organizada uma visita de Estado do presidente Lula a Washington, prevista para ocorrer entre os dias 15 e 17 de março, embora existam indícios de possíveis atrasos devido à situação atual.
O Itamaraty também mantém contato com embaixadas de países envolvidos nos recentes ataques, como Israel, Irã e os Emirados Árabes. O clima dentro do governo é de "cautela" em relação à relação com os EUA, sem deixar de lado a tradição brasileira de condenar guerras.
Diplomatas e especialistas expressam preocupação com as regras do direito internacional, especialmente após recentes eventos que têm afetado as relações entre países, considerados retrocessos.
Contexto Atual
A situação no Irã e sua potencial repercussão no mercado de petróleo têm gerado debates, como apontado pela The Economist. O presidente Donald Trump reafirmou sua posição em relação aos ataques, enquanto o Irã denuncia violação de sua soberania.
A complexidade do cenário exige atenção e planejamento cuidadoso por parte do governo brasileiro, que busca não apenas garantir a segurança de seus cidadãos, mas também preservar sua posição diplomática na arena internacional.
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