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Celso Amorim comenta sobre o conflito no Oriente Médio

O assessor especial do presidente Lula expressou suas preocupações sobre os impactos do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã. Ele revelou que terá uma conversa com o presidente a respeito da situação.

Celso Amorim destacou o "alastramento vertiginoso" das tensões na região, sugerindo um potencial aumento da violência e instabilidade.

A diplomacia brasileira está avaliando como o conflito pode afetar a agenda de Lula com Trump, além de ter solicitado a interrupção das ações militares na área.

Recentemente, Estados Unidos e Israel realizaram uma ofensiva aérea contra alvos iranianos, justificando a operação como uma medida para desmantelar o programa nuclear e responder a ameaças.

Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones, resultando na morte do aiatolá Ali Khamenei e de outras autoridades militares. A intensificação do conflito culminou no fechamento do Estreito de Ormuz, levando a centenas de mortes e a uma série de ataques em diversos países da região.

Amorim, em entrevista à GloboNews, afirmou que o Brasil precisa estar preparado para o pior, referindo-se especificamente ao possível alastramento das hostilidades.

Ele mencionou que o Irã historicamente fornece armamento a grupos xiitas em outros países, o que pode complicar ainda mais a situação.

O embaixador também informou que conversará por telefone com Lula nesta segunda-feira, uma vez que ainda não tiveram uma discussão aprofundada sobre o tema.

Interlocutores do Planalto mencionaram que a diplomacia brasileira vai analisar como o conflito poderá impactar a visita de Lula a Washington, prevista para o período de 15 a 17 de março, embora ainda não seja uma data confirmada.

O governo brasileiro já manifestou solidariedade aos países afetados pelos ataques do Irã e reiterou o pedido pela interrupção das hostilidades na região do Golfo.

Em uma nota divulgada, o Ministério das Relações Exteriores classificou a escalada do conflito como uma séria ameaça à paz.

Na ofensiva mais recente, Estados Unidos e Israel atacaram alvos estratégicos no Irã, alegando a necessidade de neutralizar o programa nuclear e responder às ameaças do regime.

O conflito resultou na morte de várias autoridades militares iranianas e intensificou as tensões na região, com o fechamento do Estreito de Ormuz, que é vital para o transporte de petróleo.

As repercussões do conflito já começam a ser sentidas globalmente, com preocupações sobre os preços do petróleo e a economia em geral.


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