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Análise: classificação de CV e PCC como organizações terroristas pelos EUA vira armadilha eleitoral para 2026
A discussão em curso nos Estados Unidos para classificar as facções Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas é a primeira grande armadilha de Donald Trump com impacto direto na campanha presidencial nas eleições de outubro de 2026 no Brasil.
A classificação de CV e PCC como organizações terroristas pelos EUA vira armadilha eleitoral porque exige motivação política com o objetivo de desestabilizar ou derrubar o Estado. Isso é impossível, pois as facções criminosas têm um foco principal no lucro por meio do crime organizado.
A legislação brasileira, por outro lado, não reconhece CV e PCC como organizações terroristas. A classificação de grupos criminosos é baseada em motivos legais e jurídicos, e não em motivação política.
É justamente aí que está a armadilha. Caso o governo brasileiro explique essa diferença jurídica ao governo americano, a narrativa pode ser distorcida no debate interno. A oposição, especialmente o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL), tende a sustentar que o governo Lula estaria “protegendo” o CV e o PCC, ainda que essa interpretação não tenha base na legislação.
Classificação de CV e PCC como organizações terroristas pelos EUA vira armadilha eleitoral
A discussão em curso nos EUA para classificar as facções Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas é a primeira grande armadilha de Donald Trump com impacto direto na campanha presidencial nas eleições de outubro de 2026 no Brasil.
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Não há dúvida sobre a brutalidade das duas facções. Ambas são responsáveis por crimes bárbaros, incluindo ataques a civis, ações coordenadas de violência e domínio territorial armado.
Ainda assim, pela legislação brasileira, CV e PCC não são enquadrados como organizações terroristas.
É justamente aí que está a armadilha.
Caso o governo brasileiro explique essa diferença jurídica ao governo americano, a narrativa pode ser distorcida no debate interno. A oposição, especialmente o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL), tende a sustentar que o governo Lula estaria “protegendo” o CV e o PCC, ainda que essa interpretação não tenha base na legislação.
Vieira tenta barrar que EUA classifiquem PCC e CV como terroristas
Quais os critérios dos EUA para classificar organizações terroristas
Esse tipo de associação não é novidade. Na campanha de 2022, Jair Bolsonaro explorou a visita de Lula ao Complexo do Alemão como suposta evidência de proximidade da esquerda com o Comando Vermelho. Ao longo dos anos, também foi recorrente a narrativa que vinculava o PT e o Foro de São Paulo ao crime organizado na América Latina.
A movimentação do Itamaraty para tentar demover o governo americano da classificação já começou a ser explorada nas redes sociais. O jornalista e influenciador Paulo Figueiredo publicou que Flávio Bolsonaro defende classificar CV e PCC como terroristas, enquanto o governo Lula estaria defendendo as organizações criminosas. Uma simplificação que ignora o debate jurídico e diplomático envolvido.
Marco Rubio e Mauro Vieira após reunião em 13 de novembro de 2025 — Foto: Reprodução/X
Segundo fontes do governo ouvidas pela GloboNews, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, conversou por telefone com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, na noite de domingo (8), para tratar da viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Washington.
Além da viagem, Vieira também colocou em pauta outra questão importante para o governo brasileiro: evitar que os Estados Unidos classifiquem facções criminosas brasileiras, como o PCC e o Comando Vermelho (CV), como Organizações Terroristas Estrangeiras.
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