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Guerra no Oriente Médio: premiê da Espanha critica Trump

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, manifestou grave preocupação em relação às ações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao afirmar que ele está "brincando de roleta russa" com o futuro de milhões de pessoas devido ao conflito com o Irã. A declaração foi feita em resposta à decisão de Trump de cortar relações comerciais com a Espanha após o país europeu recusar a utilização de suas bases militares para ataques ao Irã.

Na terça-feira (3), Trump expressou sua insatisfação com a posição da Espanha, alegando que a nação não permitiu o uso de suas instalações para operações militares. Em contrapartida, o governo espanhol enfatizou que os EUA devem respeitar as normas do direito internacional e os acordos comerciais com a União Europeia.

As tensões entre os dois aliados da OTAN aumentaram após Sánchez classificar os bombardeios dos EUA e de Israel como imprudentes e ilegais. Ele também proibiu aeronaves americanas de utilizarem bases espanholas no sul do país para ações contra o Irã.

A Comissão Europeia se posicionou em defesa da Espanha, afirmando que está preparada para proteger os interesses da União Europeia.

Sánchez reiterou que a solução para os problemas globais não deve ser a guerra e que seu governo se opõe totalmente ao conflito. Ele ressaltou os impactos negativos da Guerra do Iraque, como o aumento do terrorismo e a elevação dos preços da energia, para argumentar que as consequências de um ataque ao Irã seriam igualmente incertas.

Na mesma declaração, Trump, durante uma entrevista na Casa Branca, anunciou o corte das relações comerciais com a Espanha, citando a negativa do governo espanhol em permitir o uso de suas bases. Ele também condenou o governo iraniano, acusando Teerã de atacar civis.

Além disso, um general da Guarda Revolucionária iraniana alertou que, se os bombardeios continuarem, todas as instalações econômicas do Oriente Médio estarão vulneráveis a represálias. Ele mencionou o fechamento do Estreito de Ormuz, prevendo um aumento significativo no preço do petróleo.

O cenário internacional continua tenso, com atualizações frequentes sobre os acontecimentos na região.


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