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Filho de Khamenei sobrevive a ataques dos EUA e de Israel
Mojtaba Khamenei, um dos principais candidatos a suceder seu pai como líder supremo do Irã, conseguiu sobreviver aos bombardeios realizados pelos Estados Unidos e Israel, que resultaram na morte de Ali Khamenei, o líder supremo iraniano, e de várias autoridades do regime. A informação foi divulgada por fontes locais à agência de notícias Reuters.
A revelação sobre a sobrevivência de Mojtaba ocorreu logo antes da reunião da Assembleia de Especialistas, que é composta por 88 aiatolás e está prestes a tomar uma decisão sobre a escolha do novo líder supremo.
Embora discreto na República Islâmica, Mojtaba não é visto em público desde o ataque aéreo que matou seu pai, de 86 anos, e sua esposa, Zahra Haddad Adel. Este evento desencadeou uma nova fase de conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã.
Após o ataque, o nome de Mojtaba ganhou destaque como possível sucessor de Ali Khamenei, o que já havia gerado críticas no passado por risco de instaurar uma versão teocrática da monarquia hereditária. Com seu pai considerado mártir por setores conservadores, sua posição entre os clérigos da Assembleia dos Peritos pode ter se fortalecido.
O futuro líder terá a responsabilidade de controlar um Exército em guerra e um estoque de urânio altamente enriquecido, que pode ser utilizado para a construção de armas nucleares.
Mojtaba, nascido em 1969 em Mashhad, cresceu em um ambiente político de oposição ao xá Mohammad Reza Pahlavi. Ele participou da Guerra Irã-Iraque e esteve ligado à Guarda Revolucionária, onde se destacou em áreas de inteligência.
Os Estados Unidos e Israel realizaram um ataque massivo ao Irã, que começou em 28 de fevereiro e resultou em explosões em várias cidades, incluindo Teerã. O ataque causou a morte do líder supremo e de outras figuras importantes, com o Crescente Vermelho do Irã relatando quase 800 fatalidades até agora.
Em resposta, o Irã lançou mísseis contra Israel e bases dos EUA na região, intensificando o ciclo de retaliações. O presidente Donald Trump prometeu vingar as mortes de soldados norte-americanos, afirmando que a guerra poderia resultar em mais perdas antes de terminar.
A situação permanece crítica, com os desdobramentos continuando a impactar a geopolítica da região.
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