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Guarda Revolucionária afirma que Estreito de Ormuz está 'sob controle total' do Irã
A Guarda Revolucionária do Irã anunciou, nesta quarta-feira (4), que o Estreito de Ormuz está "sob controle total" da Marinha do país. A declaração surge após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que os Estados Unidos estão prontos para agir caso o tráfego de navios petroleiros na região seja ameaçado.
Na segunda-feira (2), o governo iraniano havia anunciado a possibilidade de fechar o estreito e afirmou que poderia atacar embarcações que tentassem atravessar a rota. Trump, em uma publicação na rede Truth Social, disse que, se necessário, a Marinha norte-americana poderá escoltar os navios que transportam petróleo pela área.
O Exército dos EUA também informou ter afundado 17 embarcações iranianas, garantindo que "não há nenhuma embarcação iraniana em operação no Golfo Arábico, no Estreito de Ormuz ou no Golfo de Omã".
Apesar das ameaças, autoridades militares dos Estados Unidos destacaram que a via marítima não está oficialmente bloqueada, o que eleva a tensão em uma região crucial para o abastecimento global de energia.
Trump anunciou que a Corporação Financeira de Desenvolvimento dos Estados Unidos (DFC) oferecerá seguro contra risco político e garantias financeiras para o comércio marítimo no Golfo, especialmente para o transporte de energia. Ele destacou que essas medidas terão um custo "muito razoável" e estarão disponíveis para todas as companhias de navegação.
As declarações impactaram rapidamente os mercados internacionais, fazendo os preços do petróleo dispararem. Na terça-feira (3), o barril do Brent para entrega em maio subiu 8,43%, alcançando US$ 84,29. Mais tarde, a alta desacelerou para 7,04%, com o preço em US$ 83,21. O West Texas Intermediate (WTI), com vencimento em abril, avançou 8,79%, sendo negociado a US$ 77,49.
O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, conectando grandes produtores de petróleo do Golfo, como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos, ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico. Aproximadamente um quinto do petróleo consumido globalmente passa por essa estreita via.
Qualquer interrupção no tráfego pode impactar a oferta global de petróleo, pressionando ainda mais os preços e afetando a inflação e os combustíveis em diversos países. Por isso, as declarações de autoridades iranianas e americanas estão sendo monitoradas de perto por investidores e governos, em meio ao receio de que o conflito possa se intensificar e afetar o mercado internacional de energia.
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