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Trump afirma que empresas dos EUA estão fabricando armamentos sob 'ordens emergenciais'

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta terça-feira (3) que indústrias do setor de Defesa estão produzindo novos armamentos em caráter emergencial, em resposta à demanda provocada pela guerra contra o Irã. A declaração foi feita durante uma entrevista ao site Politico.

A fala de Trump foi feita poucas horas após ele reconhecer, em uma postagem nas redes sociais, que os EUA "não estão onde gostariam" em relação à quantidade de armamentos de ponta disponíveis. Ele também assegurou que o Exército norte-americano possui estoques "praticamente ilimitados" de armamentos de médio e médio a alto alcance.

O conflito entre EUA e Israel contra o Irã completou seu quarto dia nesta terça-feira. O início da guerra se deu após bombardeios em Teerã, que resultaram na morte do líder supremo Ali Khamenei e de outras autoridades iranianas no último sábado. Desde então, o Irã tem retaliado com ataques a Israel e a países do Oriente Médio que abrigam bases norte-americanas.

Trump acrescentou que o Irã está ficando sem lançadores de mísseis, embora não tenha apresentado evidências para sustentar essa afirmação. "Eles estão ficando sem [armas] e sem áreas para dispará-las, porque estão sendo dizimados", declarou.

Nos últimos dias, o Exército dos EUA divulgou vídeos que afirmam mostrar bombardeios a lançadores de mísseis iranianos, mas não informou quantos desses sistemas foram destruídos.

Na segunda-feira, Trump indicou que uma nova onda de ataques dos EUA contra o Irã está por vir e que poderia ocorrer em breve. Ele defendeu a guerra e previu que o conflito dure entre quatro e cinco semanas.

A guerra entre os três países ganhou intensidade após os ataques iniciais no último sábado, que resultaram em explosões na capital Teerã e em outras cidades iranianas. Segundo a organização Crescente Vermelho do Irã, quase 800 pessoas perderam a vida desde o início dos ataques.

Em resposta, o Irã disparou mísseis contra o território israelense e bases militares dos EUA na região, e essa troca de ataques continua diariamente.

Os EUA relataram que, desde o início do conflito, seis militares foram mortos, e Trump prometeu "vingá-los". "Infelizmente, haverá mais [mortes] antes que isso acabe. Mas os Estados Unidos vão vingar seus mortos e desferir o golpe mais devastador aos terroristas", afirmou o presidente.

A situação segue em desenvolvimento, e atualizações sobre o conflito são acompanhadas em tempo real.


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