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Crítica de Trump a Keir Starmer por Apoio Limitado ao Irã

As relações entre os Estados Unidos e líderes europeus enfrentam desafios há tempos. O presidente Donald Trump criticou o primeiro-ministro britânico Keir Starmer, comparando-o a Winston Churchill de forma negativa, devido ao suporte restrito do Reino Unido aos ataques americanos contra o Irã.

Os comentários de Trump, feitos no Salão Oval, marcam o terceiro ataque contra Starmer na mesma semana, em meio à crescente preocupação entre aliados dos EUA sobre a campanha militar em curso, considerada imprudente e uma violação do direito internacional.

Trump e sua equipe frequentemente criticam as nações europeias por suas políticas de imigração, gastos militares insuficientes e resistência a movimentos de extrema-direita. Além disso, o apoio moderado do republicano à Ucrânia, somado a suas ameaças de anexar território da Dinamarca, aumentam as preocupações na Europa sobre a estabilidade da aliança transatlântica, especialmente com as ameaças da Rússia.

Starmer justificou a não participação do Reino Unido nos ataques conjuntos EUA-Israel ao afirmar que qualquer ação militar britânica deve ter um "plano viável e bem elaborado". Apesar disso, ele permitiu que os EUA utilizassem bases britânicas para ataques limitados, após o Irã ter atacado aliados dos EUA na região.

Durante uma reunião na Casa Branca com o chanceler alemão Friedrich Merz, Trump expressou sua frustração pela impossibilidade de pousar caças militares na base britânica de Diego Garcia, considerada estratégica.

Starmer tem enfrentado críticas por sua posição, tanto da esquerda, que exige condenação dos ataques, quanto da direita, que o acusa de não apoiar os aliados britânicos em segurança e inteligência.

A relação entre o Reino Unido e os EUA, que foi historicamente forte, com figuras como Churchill e Margaret Thatcher, agora passa por um período de tensão, refletindo na dinâmica da "relação especial" que envolve compartilhamento de inteligência e coordenação militar.

Em resposta aos recentes ataques iranianos, o Reino Unido, a França e a Alemanha emitiram uma declaração conjunta, ressaltando a importância de retomar negociações e mantendo contato próximo com os EUA e Israel.

Starmer, um ex-advogado, defendeu sua posição ao afirmar que considerou o que era do interesse nacional britânico. Uma pesquisa recente indicou que 49% dos britânicos se opõem aos ataques dos EUA ao Irã, evidenciando o descontentamento da população.

Críticas internas também surgem em relação ao aprendizado das lições do envolvimento britânico na guerra do Iraque em 2003, quando a decisão de se aliar aos EUA foi sustentada por informações que posteriormente se revelaram falsas.

A tensão entre Trump e Starmer ilustra as dificuldades enfrentadas na manutenção de uma aliança sólida em tempos de crescente instabilidade global, especialmente em relação ao Irã e suas ações na região.


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