https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/03/03/sem-negociacao-a-vista-trump-e-ira-sinalizam-para-guerra-prolongada-entenda-em-que-pe-esta-o-conflito.ghtml
Conflito entre EUA e Irã se intensifica sem perspectivas de diálogo
Após ataques direcionados à liderança iraniana, os Estados Unidos descartaram qualquer possibilidade de negociação. Teerã, por sua vez, ameaça o mercado de energia e consulados no Oriente Médio.
Data: 03/03/2026
Donald Trump afirmou que já é "tarde demais" para discutir um acordo com Teerã e previu um conflito que pode durar de "quatro a cinco semanas".
Do lado iraniano, há promessas de atacar centros econômicos na região e interromper o fluxo de energia global com o fechamento do Estreito de Ormuz.
O conflito, que já dura quatro dias, começou com bombardeios dos EUA e de Israel em Teerã, resultando na morte do líder supremo Ali Khamenei e de outras autoridades iranianas no último sábado (28).
Escalada da tensão no Oriente Médio
A situação no Oriente Médio se agrava à medida que Trump descarta qualquer diálogo e ameaça uma nova onda de ataques. O Irã, por sua vez, anuncia planos de atacar centros financeiros da região e promete interferir no mercado de energia.
Na terça-feira (3), ambos os lados realizaram ataques significativos. O Exército de Israel bombardeou a Assembleia dos Peritos, onde todos os 88 aiatolás estavam presentes, embora ainda não se saiba se houve baixas.
O Irã, por sua vez, alegou ter atacado o consulado dos EUA em Dubai, nos Emirados Árabes, embora Washington tenha apenas confirmado um incêndio controlado nas proximidades.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que "não haverá uma guerra sem fim", enquanto Trump se preparava para um prolongamento do conflito, caso necessário.
Impactos e consequências
Desde o início das hostilidades, o Crescente Vermelho reportou 787 mortes no Irã, incluindo pelo menos seis soldados americanos.
O embaixador iraniano na ONU, Ali Bahraini, expressou ceticismo em relação a diálogos, afirmando que a atual prioridade é a defesa do país. Enquanto isso, Washington admite limitações em armamentos de ponta, mas afirma ter um estoque considerável de armas de médio alcance.
Trump, após um encontro com o chanceler alemão Friedrich Merz, declarou que a ofensiva destruiu "praticamente tudo" no Irã, eliminando lideranças que poderiam suceder Khamenei.
Retaliações e estratégias
A escalada continuou com mísseis israelenses atingindo o complexo presidencial em Qom, e o Irã prometendo retaliações focadas nos polos financeiros caso os ataques persistam.
O general Ebrahim Jabari, da Guarda Revolucionária iraniana, afirmou que retaliarão caso seus principais centros sejam atacados.
O fechamento do Estreito de Ormuz é uma manobra estratégica do Irã que pode provocar uma alta significativa nos preços do petróleo, com o governo iraniano já anunciando que está preparado para atacar embarcações que tentem atravessar a rota.
Resposta internacional
Enquanto isso, Trump ordenou que a Marinha americana escoltasse navios mercantes para garantir o fornecimento de energia global. O dólar encerrou a sessão em alta de 1,91%, enquanto o Ibovespa registrou queda de 3,46%, refletindo a instabilidade geopolítica.
A situação continua a se desdobrar, com o mundo atento aos próximos passos em um conflito que já promete ser prolongado e devastador.
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