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ONU solicita investigação sobre ataque a escola no Irã

O escritório de direitos humanos da ONU requisitou uma apuração “rápida, imparcial e minuciosa” após o bombardeio que resultou na morte de estudantes no sul do país.

Em 1º de março de 2026, um ataque a uma escola de meninas foi classificado pelas autoridades iranianas como "injustificável" e "criminoso", com cerca de 150 estudantes mortas. Tanto os EUA quanto Israel negaram ter realizado um ataque deliberado.

A porta-voz da ONU, Ravina Shamdasani, descreveu o incidente como "absolutamente horrível", enquanto a organização ainda não decidiu se o ato pode ser considerado crime de guerra.

Na terça-feira (3), o escritório reiterou a necessidade de investigação sobre o ataque à escola. Em Genebra, Shamdasani destacou que o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, defende a apuração minuciosa das circunstâncias do bombardeio.

Ela enfatizou que cabe às forças responsáveis pelo ataque investigar e divulgar informações sobre o ocorrido, sem apontar diretamente quem seria o responsável pela ofensiva.

“Isso é absolutamente horrível”, afirmou Shamdasani, referindo-se às imagens que circulam nas redes sociais, que mostram a destruição e o desespero causados pelo conflito.

Türk também pediu que todas as partes atuem com moderação e voltem às negociações. O ataque à escola, situado no sul do Irã, ocorreu no primeiro dia de bombardeios dos Estados Unidos e de Israel contra o país.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou que as forças americanas “não atacariam deliberadamente uma escola”, enquanto Israel anunciou que está investigando o incidente.

O embaixador do Irã na ONU em Genebra, Ali Bahreini, enviou uma carta a Türk em 1º de março, chamando o ataque de “injustificável” e “criminoso”. Segundo ele, 150 estudantes perderam a vida.

O escritório de direitos humanos da ONU informou que ainda não possui informações suficientes para determinar se o bombardeio pode ser considerado um crime de guerra.


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