g1

https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/03/03/o-que-esta-por-tras-do-confronto-entre-israel-ira-e-estados-unidos-e-o-que-esperar.ghtml

O contexto do confronto entre Israel, Irã e Estados Unidos

A tensão entre Israel, Irã e Estados Unidos se intensificou desde a ruptura do acordo nuclear em 2018 e as tentativas frustradas de negociações sobre o enriquecimento de urânio. Neste cenário, os ataques diretos se tornaram frequentes, levantando preocupações sobre uma possível guerra regional.

Recentemente, após uma intervenção dos Estados Unidos, Israel e Irã passaram a se atacar abertamente, envolvendo também o Líbano no conflito. Israel afirmou ter atacado o complexo presidencial iraniano e a sede do Conselho Supremo de Segurança Nacional, pontos centrais do poder político e militar do Irã.

Esses acontecimentos ocorreram logo após a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, um evento que exacerbou a crise. Embora os bombardeios tenham sido intensos, ainda não há confirmação oficial sobre o número de vítimas.

O governo iraniano classificou a ação dos Estados Unidos como uma "declaração de guerra". Além disso, o Hezbollah, atuando no Líbano, se tornou um novo foco de tensão, com a situação mobilizando diversos países do Oriente Médio.

Panorama atual do conflito

Até o momento, pelo menos nove cidades iranianas foram atingidas, resultando na morte de Khamenei e de três altos comandantes militares. O número de baixas iranianas já ultrapassou 700, enquanto seis soldados americanos também perderam a vida.

Nesta terça-feira, Israel atacou o prédio da Assembleia dos Peritos, responsável por escolher o novo líder supremo do Irã, onde havia 88 aiatolás presentes. Em resposta, o Irã bombardeou vários países da região, incluindo Iraque, Jordânia e Arábia Saudita.

Historicamente, Israel e Irã são adversários, com confrontos geralmente indiretos. O Irã apoia grupos armados, como o Hezbollah, que desafiam Israel.

O papel dos Estados Unidos

Os Estados Unidos são aliados de Israel e, atualmente, há nove países com armas nucleares, incluindo Israel e Irã. O Irã sempre negou a intenção de desenvolver armas nucleares.

Em 2015, o então presidente Barack Obama assinou um acordo com o Irã para limitar seu programa nuclear, mas o acordo foi rompido em 2018 por Donald Trump, levando o Irã a expandir seu enriquecimento de urânio. Desde então, tentativas de negociação têm ocorrido, mas sem sucesso.

A questão do urânio

O urânio natural tem baixo teor para uso nuclear e precisa ser enriquecido para isso. O processo é feito em centrífugas e, quando atinge uma concentração de 90%, pode ser usado para fabricar armas nucleares. O Irã já acumulou grandes quantidades de urânio enriquecido a 60%, um nível que preocupa Israel e os EUA.

A importância do conflito

O impacto do conflito vai além da região, afetando preço do petróleo e a inflação global. O cenário diplomático está fragmentado, com diferentes posições entre os países do BRICS e um alerta da União Europeia sobre possíveis consequências graves.

A situação atual levanta preocupações sobre o enfraquecimento do sistema internacional de controle nuclear, com tratados sendo abandonados e instalações nucleares sendo atacadas diretamente.

A escalada da tensão gera incertezas sobre o futuro, com a possibilidade de um conflito regional se tornando real e a necessidade urgente de negociações para evitar uma crise maior.


← Voltar para as notícias