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Entenda o acordo nuclear com o Irã

O pacto tinha como principais objetivos a redução do enriquecimento de urânio e a utilização da energia nuclear apenas para fins pacíficos. Israel acusa o Irã de usar recursos financeiros liberados para apoiar grupos terroristas.

Em 3 de março de 2026, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou o acordo nuclear dois dias após ataques realizados por Irã e Israel. Ele expressou satisfação por ter "derrubado o horrível acordo".

O pacto, assinado em 2015 pelo então presidente Barack Obama, visava limitar o programa nuclear iraniano em troca da suspensão de sanções econômicas internacionais. Porém, em 2018, Trump retirou os EUA do acordo, chamando-o de "desastroso" por não garantir o abandono de mísseis balísticos.

Críticos, como Israel, afirmam que o Irã utilizou parte dos recursos liberados para financiar grupos armados no Oriente Médio, incluindo o Hamas, que foi responsável pelo ataque terrorista que resultou em mais de mil israelenses mortos em outubro de 2023.

O governo israelense descreveu o acordo como uma "rendição histórica" e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que as ações atuais buscam evitar a produção de armas nucleares.

Detalhes do acordo

Firmado na Áustria em 2015, o acordo envolveu os EUA, Irã e outros cinco países: Grã-Bretanha, França, Rússia, China e Alemanha. As negociações duraram cerca de 20 dias e contaram com a participação de Obama e do então presidente iraniano, Hassan Rohani.

O pacto estabeleceu:

- Redução da capacidade nuclear e das reservas de urânio.
- Pesquisa e desenvolvimento com urânio para centrífugas avançadas, evitando acúmulo de urânio enriquecido.
- Inspeções profundas por parte dos EUA em instalações iranianas.

Na época, o documento previa o uso nuclear apenas para fins pacíficos. Em contrapartida, Estados Unidos, União Europeia e Organização das Nações Unidas (ONU) retirariam sanções econômicas.

Caso o Irã cumprisse as cláusulas, o país receberia:

- Liberação de ativos congelados.
- Redução das sanções econômicas.
- Cancelamento, após 30 anos, de restrições contra a aviação, o Banco Central iraniano, o Exército e estatais.
- Remoção da lista de países sancionados pela ONU.

O então secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, destacou que o acordo poderia contribuir para a paz e estabilidade na região.

Críticas e consequências

Em 2018, Trump anunciou a retirada dos EUA do acordo, considerando-o "o pior de todos os tempos". Ele alegou que o pacto não garantia que o Irã abandonaria seus mísseis balísticos.

Israel criticou o acordo desde o início, afirmando que o Irã utilizou os recursos liberados para financiar grupos armados, incluindo o Hamas, que deflagrou a guerra na Faixa de Gaza em outubro de 2023.

A cronologia do programa nuclear iraniano inclui marcos importantes, como o início do programa com apoio dos EUA em 1957, a Revolução Islâmica em 1979, e a assinatura do acordo em 2015. Após a retirada dos EUA em 2018, o Irã retomou seu programa nuclear, enriquecendo urânio sem fiscalização.

Em 2025, confrontos culminaram com ataques americanos a instalações nucleares iranianas. Em 2026, um ataque coordenado entre EUA e Israel foi lançado contra o Irã.

O cenário atual continua tenso, com repercussões significativas para a região e para as relações internacionais.


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