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Milhares comparecem a funeral de estudantes mortos em ataque no Irã

O Escritório de Direitos Humanos da ONU está exigindo uma investigação “imparcial e minuciosa” após um bombardeio que resultou na morte de estudantes no sul do país.

Em 3 de março de 2026, milhares de iranianos se reuniram para o funeral das mais de 150 vítimas de um ataque que atingiu uma escola primária na cidade de Minab. O incidente ocorreu no dia 28 de fevereiro, quando mísseis foram lançados durante uma ofensiva realizada por EUA e Israel.

Imagens do funeral mostram a dor e o desespero da comunidade. Caixões das vítimas foram carregados por familiares e amigos, refletindo a gravidade da tragédia.

A porta-voz da ONU, Ravina Shamdasani, afirmou que o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, está pedindo uma apuração rápida sobre as circunstâncias do ataque. Segundo ela, as forças responsáveis devem investigar e compartilhar informações sobre o ocorrido, embora o escritório não tenha identificado quem seria o responsável pela ofensiva.

Shamdasani descreveu o evento como “absolutamente horrível” e destacou que as imagens que circulam nas redes sociais evidenciam a destruição e a crueldade do conflito.

A escola atingida foi alvo no primeiro dia dos ataques dos EUA e de Israel. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que as forças americanas não visariam deliberadamente uma escola, enquanto Israel informou que está investigando o incidente.

O embaixador do Irã na ONU, Ali Bahreini, já havia classificado o ataque como “injustificável” e “criminoso”, confirmando que 150 estudantes perderam a vida. O escritório da ONU declarou que ainda não há informações suficientes para determinar se o bombardeio configura crime de guerra.

As repercussões do ataque continuam a ecoar, enquanto a comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos da situação no Irã.


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