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Infográfico: Chefes Militares do Irã Mortos em Ataques dos EUA e Israel

A mídia estatal iraniana confirmou que bombardeios recentes atingiram altos escalões da hierarquia política e militar do país, resultando em mortes no Estado-Maior, na Defesa e na Guarda Revolucionária.

Em 3 de março de 2026, o Irã anunciou a morte do líder supremo, Ali Khamenei, junto a outros chefes militares em ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel.

De acordo com informações da TV estatal e de agências oficiais, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Abdolrahim Mousavi, e o ministro da Defesa, Aziz Nasirzadeh, foram mortos em um ataque aéreo enquanto participavam de uma reunião do Conselho de Defesa.

Além deles, a morte do comandante da Guarda Revolucionária, Mohammad Pakpour, e de Ali Shamkhani, ligado ao Conselho de Defesa, também foi confirmada.

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e o chefe do Judiciário, Gholamhossein Mohseni Ejei, permanecem vivos, ambos ocupando posições abaixo do aiatolá Alireza Arafi, que exerce a liderança suprema interina até que a Assembleia de Peritos escolha um novo sucessor para Khamenei.

A seguir, confira os perfis e trajetórias dos líderes militares que perderam a vida nos ataques.

O major-general Abdolrahim Mousavi assumiu o cargo de chefe do Estado-Maior das Forças Armadas em 13 de junho de 2025, substituindo Mohammad Bagheri, que foi morto em um ataque israelense no ano anterior. Sua morte foi confirmada pela imprensa estatal no domingo.

Aziz Nasirzadeh ingressou na Força Aérea iraniana aos 19 anos e participou da Guerra Irã-Iraque. Ocupou diversos cargos até ser nomeado vice-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas em 2021 e, posteriormente, como ministro da Defesa.

O major-general Mohammad Pakpour foi nomeado comandante da Guarda Revolucionária em junho de 2025, após a morte do major-general Hossein Salami em um ataque israelense. Pakpour, que já havia comandado as forças terrestres e a unidade especial Saberin, ascendeu rapidamente na hierarquia militar.

Ali Shamkhani ingressou na Guarda Revolucionária em 1979, logo após a Revolução Islâmica. Atuou como vice-comandante entre 1981 e 1988 e, em 2013, foi nomeado secretário do Conselho de Segurança, após ter sido ministro da Defesa durante o governo de Mohammad Khatami.

As repercussões destes ataques estão gerando intensos debates sobre as consequências para a segurança no Oriente Médio e o futuro das relações internacionais.


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