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Governo Trump pressiona presidente interina da Venezuela com ameaças de acusações criminais
Fontes da Reuters informam que procuradores federais dos EUA estão reunindo evidências para possíveis acusações de corrupção e lavagem de dinheiro contra Delcy Rodríguez. Essas informações estão sendo utilizadas para forçá-la a atender às exigências do governo americano.
Em um cenário de crescente tensão, a administração de Donald Trump estaria utilizando a ameaça de um processo criminal como estratégia para garantir a cooperação de Rodríguez. Quatro fontes anônimas revelaram que o Ministério Público dos EUA em Miami está trabalhando em uma minuta de acusação, que vem sendo elaborada nos últimos dois meses.
A investigação foca no suposto envolvimento da presidente interina da Venezuela na lavagem de dinheiro da estatal petrolífera PDVSA, abrangendo atividades entre 2021 e 2025. Além disso, as autoridades americanas apresentaram a Rodríguez uma lista com pelo menos sete ex-dirigentes do partido e seus familiares, solicitando que ela os prenda para possível extradição.
O Departamento de Justiça dos EUA e o Ministério das Comunicações da Venezuela se recusaram a comentar sobre o caso. Após a divulgação de um resumo da reportagem no podcast Reuters World News, o vice-procurador-geral Todd Blanche comentou no X que a relação entre os governos é "nota 10".
A situação se intensificou após a captura de Nicolás Maduro, que continua preso em Nova York. Após a prisão de Maduro, Trump anunciou que o governo interino de Rodríguez estaria sob tutela americana, alertando que ela enfrentaria "um preço muito alto" caso não colaborasse.
Apesar das ameaças, em 13 de fevereiro, Trump elogiou Rodríguez e descreveu a relação entre ela e Washington como "ótima". Além disso, ele anunciou planos de visitar a Venezuela, embora sem data definida.
Rodríguez, por sua vez, confirmou ter recebido um convite para visitar os EUA durante a estadia do secretário de Energia americano, Chris Wright, em Caracas, e está considerando aceitar.
Contudo, em 25 de janeiro, Rodríguez expressou estar "farta" das ordens vindas de Washington, destacando sua posição combativa no governo venezuelano desde 2003, na gestão de Hugo Chávez.
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