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https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/03/03/como-era-o-predio-e-como-funciona-a-reuniao-que-escolhe-o-novo-lider-supremo-do-ira-atacados-por-israel.ghtml

Edifício em Qom e o processo de escolha do novo líder supremo do Irã

Um ataque de Israel atingiu um edifício de sete andares em Qom, localizado a cerca de 100 km da capital Teerã. Este local é onde se reúne a Assembleia dos Peritos, composta por 88 aiatolás e especialistas em lei islâmica, responsáveis por eleger o novo líder supremo do Irã.

O ataque ocorreu enquanto a Assembleia estava em sessão para escolher o sucessor de Ali Khamenei, que faleceu em decorrência de ataques em meio ao conflito com Israel e os Estados Unidos. Até as 14h30, não havia confirmação oficial de vítimas, mas agências de notícias iranianas relataram que o prédio foi "arrasado".

O cargo de líder supremo é o mais elevado do Irã, reunindo tanto poder político quanto religioso desde 1979, acima da presidência. Abbas Araqchi, atual responsável interino, declarou que a escolha do novo líder deve ocorrer em "um ou dois dias".

Ataque ao prédio da Assembleia dos Peritos

Nesta terça-feira (3), o ataque de Israel devastou o edifício onde a Assembleia dos Peritos se reunia. Informações da mídia israelense indicam que os 88 membros estavam presentes durante o ataque, que se deu após a morte de Khamenei na escalada de conflitos.

A cidade de Qom abriga aproximadamente um milhão de habitantes e é um centro importante do islamismo xiita, além de ser reconhecida por suas instituições educacionais. A fachada do prédio, conforme uma imagem de 2016 disponível no Google Maps, mostrava um edifício imponente, agora destruído.

Processo de escolha do novo líder supremo

O novo líder será escolhido por meio de votação interna dentro da Assembleia dos Peritos, sendo necessário obter a maioria simples dos votos. Embora os membros sejam eleitos por voto popular, a seleção de candidatos passa por uma rigorosa avaliação do Conselho dos Guardiães.

Esse conselho, formado por 12 membros, inclui seis religiosos indicados pelo líder supremo e seis especialistas em direito islâmico designados pelo Chefe do Judiciário. Essa estrutura faz com que a competição para as vagas na Assembleia seja bastante limitada.

O aiatolá Alireza Arafi foi nomeado líder supremo interino enquanto a nova liderança é definida. Desde 1979, o Irã opera sob um regime teocrático, onde o líder supremo exerce a maior autoridade no país.

A posição do líder supremo é crucial, pois inclui a nomeação do comandante da Guarda Revolucionária e a indicação de representantes do Judiciário, enquanto o presidente do Irã lida principalmente com políticas econômicas e questões internas.

A situação atual, marcada por tensões entre Irã, Israel e Estados Unidos, levanta questões sobre o futuro do regime e as implicações para a região.


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