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Brasileiros no Oriente Médio relatam rotina tensa após ataques entre EUA, Israel e Irã

Com o espaço aéreo fechado, relatos de mísseis sobre áreas residenciais e restrições de deslocamento, brasileiros que estão no Oriente Médio expressam um sentimento de insegurança, mesmo afirmando que estão seguros. A situação atual tem gerado incertezas e uma rotina marcada por tensão.

Desde os ataques de EUA e Israel ao Irã no dia 28 de fevereiro, os desdobramentos têm sido alarmantes. A ofensiva, que visa desmantelar o programa nuclear iraniano, provocou retaliações e o fechamento de aeroportos na região. O Irã, por sua vez, nega a intenção de desenvolver armas nucleares.

Brasileiros em cidades como Dubai e Teerã relatam a atmosfera de medo e incerteza. O médico Abdel Latif, que reside em Valinhos, declarou que a guerra impacta diretamente sua família, afirmando que mísseis passam sobre a casa deles.

O advogado Leno Gomes compartilhou sua experiência nas redes sociais, comentando que um grupo de amazonenses, conhecido como Legendários, ficou preso em Dubai. Ele descreveu um hotel com abrigo subterrâneo, onde 36 pessoas de Sergipe estão hospedadas.

O alagoano Élton Arábia, um renomado meio-campista no Oriente Médio, gravou um vídeo expressando sua preocupação após um míssil ser interceptado nas proximidades. A situação se torna mais complicada com o fechamento do aeroporto, que torna a volta para casa incerta.

A ex-BBB Elana Valenária também relatou momentos de tensão durante suas férias em Dubai, ouvindo explosões do hotel onde estava hospedada.

O casal Bruna e Marcos Moreira, que estava em um voo do Vietnã para Doha, teve que desviar para Omã após o fechamento do espaço aéreo do Catar, gerando apreensão entre os passageiros sobre o retorno ao Brasil.

A influenciadora Ana Lorenzetti e seu grupo de turistas receberam alertas sobre mísseis logo após embarcarem em um cruzeiro.

A empresária Nayara Araújo, em Dubai a trabalho, também compartilhou seu medo durante a madrugada dos ataques.

O tricampeão mundial de jiu-jítsu William Salvino estava em Teerã para treinar a seleção local quando as explosões começaram, descrevendo o pânico que se instalou entre os presentes.

O diretor-presidente da Funesp, Sandro Benites, teve seu voo cancelado e permanece em Dubai.

Um brasileiro que reside em Dubai há 10 anos relatou ter recebido alertas de emergência, pedindo abrigo devido a uma "ameaça potencial de míssil".

Um grupo de 22 moradores do Espírito Santo está em um navio ancorado em Dubai sem previsão de retorno ao Brasil. Eles estavam prestes a jantar quando souberam dos bombardeios.

A situação no Oriente Médio se intensificou após os ataques, que resultaram na morte de 555 pessoas, entre elas o líder supremo do Irã, Ali Khamenei. O Irã respondeu disparando mísseis contra Israel e bases militares dos EUA na região.

Os EUA informaram que três de seus militares foram mortos, e o presidente Trump prometeu retaliar. As tensões continuam a aumentar, com bombardeios diários sendo registrados em várias partes do Oriente Médio.


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