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Trump defende ataque ao Irã e prevê duração do conflito

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizou uma cerimônia para homenagear os quatro soldados que perderam a vida no Oriente Médio após um ataque a uma base americana no Kuwait. Durante sua fala, ele afirmou que a ofensiva contra o Irã é "a nossa última e melhor chance de eliminar a ameaça do regime iraniano", prevendo que o conflito poderá se estender por "quatro ou cinco semanas ou mais".

Trump enfatizou que a missão envolve destruir mísseis, desmantelar a Marinha iraniana e interromper as "ambições nucleares" do Irã, bem como o financiamento a grupos terroristas. Ele também descartou a possibilidade de retomar negociações com Teerã, que estavam em andamento para um acordo de não proliferação de armas nucleares.

Em um evento para entrega de medalhas a soldados mortos, Trump confirmou que já foram registrados quatro militares mortos e 18 feridos em estado grave em decorrência de ataques iranianos. Ele reiterou que o Irã está expandindo rapidamente seu programa de mísseis, o que representa uma séria ameaça aos EUA e suas bases no Oriente Médio.

O presidente expressou satisfação por ter cancelado o acordo nuclear firmado pelo ex-presidente Barack Obama e afirmou que as forças americanas estão ativamente destruindo capacidades de mísseis do Irã, além de ter afundado pelo menos 10 navios iranianos.

Trump listou os objetivos da guerra, que incluem garantir que o Irã nunca possua armas nucleares e impedir que o regime financie grupos terroristas. Ele destacou a frustração com as negociações passadas, afirmando que o Irã frequentemente recuava dos acordos.

Mais cedo, em entrevista à CNN Internacional, o presidente declarou que uma "grande leva de ataques ao Irã ainda está por vir".

Na véspera, o Pentágono confirmou que três militares americanos foram mortos e cinco ficaram gravemente feridos em um contra-ataque iraniano a bombardeios realizados pelos EUA e Israel. Um dos feridos não sobreviveu e morreu nesta segunda-feira.

As tropas estavam baseadas no Kuwait, que é um dos principais aliados dos EUA na região e abriga várias bases militares.


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