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Irã descarta qualquer negociação com os EUA

A posição do Irã foi reafirmada pelo secretário de Segurança, Ali Larijani, em uma declaração publicada na rede social X, desmentindo as afirmações do presidente Donald Trump, que sugeriu que a nova liderança iraniana estaria interessada em retomar as negociações.

Larijani criticou Trump, alegando que sua administração causou desordem na região com suas "fantasias delirantes".

Os recentes ataques realizados por EUA e Israel resultaram na morte do líder supremo Ali Khamenei e provocaram mais de 500 fatalidades, conforme relatado por uma entidade iraniana.

Trump, por sua vez, declarou que a campanha militar no Irã continuará até que todos os objetivos sejam alcançados, prometendo também uma retaliação pela morte de três militares americanos em resposta a ações iranianas.

Em sua declaração nesta segunda-feira (2), Larijani reafirmou que não haverá negociações com os Estados Unidos, contradizendo a afirmação de Trump feita no dia anterior.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, tinha anteriormente indicado a possibilidade de "esforços sérios" para reduzir a tensão após os ataques. No entanto, Larijani negou qualquer iniciativa para reatar as conversas por meio de intermediários de Omã.

Larijani também ressaltou que Trump "mergulhou a região no caos" e expressou preocupação com novas baixas entre as tropas americanas.

Em um discurso de seis minutos transmitido nas redes sociais, Trump reafirmou que a campanha militar continuará até o cumprimento total dos objetivos dos EUA. Ele também fez ameaças diretas às Forças Armadas e à Guarda Revolucionária do Irã.

Segundo Trump, o conflito com o Irã pode se estender por mais quatro semanas. Ele mencionou a disposição da nova liderança iraniana para dialogar sobre o programa nuclear, que foi usado como justificativa para o recente ataque militar.

As recentes operações militares resultaram em explosões em Teerã e em outras cidades, levando à morte do aiatolá Khamenei, e provocaram a resposta do Irã com ataques a bases americanas e disparos de mísseis contra Israel.

Trump, em suas declarações, enfatizou que a vingança pelos soldados mortos é uma prioridade e alertou que mais mortes podem ocorrer antes do fim do conflito, prometendo um golpe devastador contra os que considera terroristas.


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