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ONU informa que instalações nucleares do Irã não foram danificadas
A ONU divulgou informações nesta segunda-feira (2) sobre a situação do programa nuclear iraniano, gerando preocupações na comunidade internacional.
Durante uma reunião da Agência Internacional de Energia Atômica, o diretor Rafael Grossi afirmou que não há evidências de que as instalações nucleares do Irã tenham sido atingidas. Esta declaração contradiz o representante iraniano na agência, Reza Najafi, que anteriormente afirmou que uma usina foi atacada, mas negou que isso afetasse o programa nuclear do país.
Em Nova York, o embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, reforçou a posição do governo americano, afirmando que a intenção dos ataques é evitar que o Irã adquira armas atômicas. Por sua vez, o representante iraniano Amir-Saeid Iravani defendeu que o programa nuclear do país é pacífico e nunca representou uma ameaça.
O programa nuclear iraniano teve início nos anos 1950, com apoio dos Estados Unidos, quando ambos os países eram aliados, com o objetivo de gerar energia. Após a Revolução Iraniana em 1979, começaram as suspeitas internacionais sobre a possibilidade de o Irã estar tentando desenvolver armas nucleares.
Crescimento nos gastos com defesa global
Durante o auge da Guerra Fria, Estados Unidos e União Soviética possuíam um arsenal nuclear capaz de destruir o planeta várias vezes. A necessidade de controlar a produção de armas nucleares tornou-se uma prioridade global. Contudo, atualmente, diversas nações estão investindo novamente em programas nucleares.
Pelo menos cinco das nove potências nucleares estão ampliando seus arsenais. Índia, Paquistão e Coreia do Norte também aumentaram seus estoques. A China dobrou o número de ogivas de 300, em 2020, para mais de 600 até 2025. Há indícios de que a Rússia também esteja expandindo seu armamento. Além disso, os Estados Unidos e a Rússia não renovaram, em fevereiro, o último tratado que limitava suas capacidades nucleares.
Os gastos globais em defesa devem ultrapassar US$ 2 trilhões em 2026, um aumento de 8% em relação a 2025. Os países alegam que a ampliação dos arsenais visa à defesa nacional. No entanto, um mundo com mais armamentos não tem garantido paz.
Perspectivas sobre o conflito no Oriente Médio
Pesquisas indicam que apenas um em cada quatro americanos apoia os ataques dos EUA ao Irã. O ex-presidente Trump manifestou apoio a ações contra o Irã, afirmando que o conflito pode se prolongar por "quatro ou cinco semanas, ou mais".
A Guarda Revolucionária do Irã alertou que os inimigos do país, responsáveis pela morte de Khamenei, não estarão seguros "nem mesmo em casa". A tensão no Oriente Médio continua a crescer, com relatos de insegurança entre brasileiros na região.
A situação se agrava com os recentes bombardeios que levaram à morte de Khamenei, planejados ao longo de décadas. A comunidade internacional observa de perto os desenvolvimentos, especialmente com o potencial fechamento do Estreito de Ormuz, uma rota vital para o petróleo mundial.
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