https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/03/02/ela-se-sentia-muito-culpada-e-dizia-que-queria-desistir-da-vida-conta-mae-de-adolescente-de-17-anos-vitima-de-estupro-coletivo-no-rio.ghtml
Investigação sobre estupro coletivo em Copacabana envolve quatro suspeitos
A polícia do Rio de Janeiro está em busca de quatro jovens suspeitos de estuprar uma adolescente de 17 anos. O crime ocorreu em 31 de janeiro, em um apartamento localizado em Copacabana.
O relato da mãe da vítima revela a gravidade da situação. A jovem, que já havia se relacionado anteriormente com um dos suspeitos, foi convidada a ir à casa de um amigo dele. Câmeras de segurança do prédio capturaram o momento em que três rapazes chegam ao apartamento, onde já estava um outro jovem maior de idade. As imagens foram borradas para proteger a identidade dos menores.
De acordo com o depoimento da vítima, enquanto ela e um dos jovens estavam no quarto, os outros quatro entraram e a forçaram a ter relações sexuais. A adolescente tentou fugir, mas foi impedida. Um exame realizado pelo IML confirmou lesões na região genital, nas costas e nos glúteos da jovem.
A mãe da adolescente compartilhou a dor da filha: "Ela se sentia muito culpada e dizia que queria desistir da vida".
Os quatro adultos foram indiciados por estupro coletivo qualificado, considerando que a vítima é menor de idade, e também por cárcere privado. Eles são considerados foragidos. O jovem que teria atraído a vítima para o apartamento enfrenta uma representação socioeducativa, requerida pelo Ministério Público, por atos infracionais análogos ao crime.
Curiosamente, a vítima, o adolescente e um dos adultos envolvidos estudam no Colégio Pedro II, uma das instituições de ensino mais antigas do Brasil. A reitoria se manifestou contra a violência e iniciou um processo para desligamento dos estudantes, que já enfrentavam advertências anteriores por comportamentos inadequados.
A defesa de um dos suspeitos, João Gabriel Xavier Bertô, afirmou que ele ainda não prestou depoimento. A polícia confirmou que a investigação já apontou a materialidade e a autoria dos suspeitos, tornando desnecessários os depoimentos prévios.
Tentativas de contato com as defesas dos outros envolvidos não tiveram retorno.
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