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https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/03/02/bombardeios-que-mataram-ali-khamenei-e-dezenas-de-membros-do-governo-iraniano-levaram-decadas-para-serem-planejados.ghtml

Bombardeios que resultaram na morte de Ali Khamenei e membros do governo iraniano foram meticulosamente planejados

Os serviços secretos israelenses dedicaram anos à coleta minuciosa de informações. Nos últimos seis meses, agências de inteligência dos Estados Unidos intensificaram o apoio, oferecendo tecnologia, agentes e dados relevantes.

Detalhes da operação que eliminou Khamenei e diversos integrantes do governo do Irã foram revelados.

A operação militar que culminou na morte do aiatolá Ali Khamenei foi objeto de um planejamento cuidadoso por parte de Estados Unidos e Israel. A estratégia para o ataque foi ajustada na última hora.

Os bombardeios, que duraram apenas 60 segundos, foram resultado de décadas de preparação. Os serviços secretos israelenses investiram tempo na coleta de informações, enquanto as agências americanas contribuíram com tecnologia e dados críticos nos meses que antecederam a ação.

Os ataques simultâneos resultaram na morte de Khamenei, de sete membros da alta cúpula da segurança iraniana e de vários parentes do aiatolá. Ao menos 40 outros líderes militares iranianos também perderam a vida nos bombardeios. A localização exata do líder supremo foi obtida pelos Estados Unidos e compartilhada com Israel, acelerando assim o cronograma do ataque.

Diferentemente de outros adversários, Khamenei não se escondia. Fontes internacionais relataram que a residência oficial do aiatolá estava situada na Rua Pasteur, no centro de Teerã. Israel havia hackeado a maioria das câmeras de trânsito da área, integrando as imagens com informações de guarda-costas e motoristas altamente treinados. Além disso, a inteligência americana contava com um espião que teve acesso a detalhes de uma reunião de segurança marcada para sábado (28).

Khamenei, que sempre foi cauteloso durante seus 37 anos de poder, se sentiu menos vulnerável por acreditar que a reunião seria durante o dia, uma oportunidade considerada única por israelenses e americanos. A operação teve início com a decolagem de caças às 6h em Israel, ou 7h30 em Teerã. O ataque exigiu poucos aviões equipados com mísseis de longo alcance e alta precisão. Dois horas e cinco minutos após a decolagem, os mísseis atingiram o complexo.

O consultor em segurança internacional Mark Cancian afirmou que a colaboração entre as inteligências foi fundamental para o êxito da operação.

De acordo com o “Wall Street Journal”, os Estados Unidos utilizaram um modelo de inteligência artificial da empresa Anthropic para selecionar alvos e simular batalhas. Na sexta-feira (27), horas antes dos ataques, Trump ordenou que todas as agências federais suspendessem o uso da tecnologia da Anthropic, alegando que era “administrada por pessoas que não têm ideia do que é o mundo real”.

A crise começou após a Anthropic protestar que seu sistema Claude havia sido utilizado na operação que capturou Nicolás Maduro. A empresa declarou que não deseja que sua inteligência artificial seja utilizada para vigilância ou desenvolvimento de armas.

Antes do ataque de sábado (28), Israel já havia eliminado líderes de grupos terroristas e cientistas nucleares dentro do Irã. Em 2025, Khamenei passou semanas se escondendo em diferentes bunkers após os ataques americanos. Agora, ele se tornou o alvo principal.

O novo campo de batalha é determinado tanto por dados e acesso quanto por tanques e porta-aviões. Em apenas um minuto, a cúpula do regime iraniano foi desmantelada.

Trump defendeu a ação contra o Irã e afirmou que o conflito pode se prolongar por "quatro ou cinco semanas, ou mais".

Apenas um em cada quatro americanos apoia ataques dos EUA ao Irã, segundo pesquisa Reuters/Ipsos.

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que os inimigos que eliminaram Khamenei não estarão seguros "nem mesmo em casa".

Relatos de brasileiros indicam insegurança após os ataques entre EUA, Israel e Irã.

Celso Amorim alertou que devemos nos preparar para o pior em relação ao conflito no Oriente Médio.


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