g1 https://g1.globo.com/fato-ou-fake/noticia/2026/03/13/e-fake-foto-de-avioes-militares-pintados-em-chao-de-aeroporto-para-servir-de-isca-no-ira-cena-foi-criada-com-inteligencia-artificial.ghtml

https://g1.globo.com/fato-ou-fake/noticia/2026/03/13/e-fake-foto-de-avioes-militares-pintados-em-chao-de-aeroporto-para-servir-de-isca-no-ira-cena-foi-criada-com-inteligencia-artificial.ghtml

É #FAKE imagem de caças pintadas no solo usadas como isca no Irã; cena foi criada com inteligência artificial.

Circula nas redes sociais uma imagem mostrando o desenho de três caças militares pintadas no solo para servir de "isca" para inimigos do Irã. É #FAKE.

Publicada no início de março no Facebook, no Instagram e no X, a imagem aérea mostra o que seriam três caças militares pintadas na pista de um aeroporto. A aeronave ao centro tem uma marca circular representando uma cratera posterior a uma explosão; as demais permanecem intactas.

Uma das legendas omite que se trata de um material criado com inteligência artificial (IA) e descreve: "Lutando contra um poderio bélico centenas de vezes superior ao seu, o Irã precisa improvisar. O sistema de Inteligência do país persa pintou o chão com tintas térmicas que simulam a silhueta de caças F-14. Os EUA divulgaram imagens de mísseis e bombas acertando os desenhos feitos pelo Irã. Enquanto isso, a Força Aérea Iraniana moveu seus caças para o subsolo".

O post exibe ainda uma caixa de texto que acrescenta: "Atenção!! Após a confirmação de que os EUA e Israel usam IA pra identificar alvos na guerra, o Irã passou a pintar imagens de helicópteros, lançadores e aviões no chão, com tinta térmica. Resultado: Mísseis de US$ 4 milhões destruindo desenhos!!".

O conteúdo viralizou em meio ao mais recente ataque direto dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, iniciado em 28 de fevereiro. O presidente Donald Trump declarou que o principal objetivo seria destruir o programa nuclear iraniano.

Essa tecnologia insere uma marca d'água para identificar materiais do tipo. Embora imperceptível para humanos, o "selo" é detectável pelo sistema. Diferentemente de outros modelos que geram deepfakes a partir de vídeos reais, a IA do Google produz cenas hiper-realistas do zero, ou seja, sem a referência de algo verdadeiro publicado anteriormente.

O Fato ou Fake submeteu a imagem ao SynthID Detector, plataforma do Google que verifica conteúdos gerados com a ferramenta de IA da própria empresa.


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