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Brasileiros em cruzeiro estão retidos em Dubai devido à guerra no Oriente Médio

Um grupo de brasileiros se encontra em um cruzeiro ancorado no porto de Dubai, nos Emirados Árabes, sem previsão de retorno ao Espírito Santo. A viagem foi suspensa indefinidamente após o início dos ataques dos Estados Unidos no Irã, que elevaram a tensão na região.

O empresário José Carlos Bergamin, que está com outros 20 capixabas, relatou que não está com medo, mas sim inseguro sobre a duração da estadia. Apesar da situação, o navio mantém seus serviços, com alimentação normal, restaurantes abertos e áreas comuns funcionando.

Os brasileiros relatam um clima de tensão, principalmente após as explosões registradas na capital iraniana. Após a suspensão do trajeto, os passageiros foram orientados a permanecer a bordo, seguindo as recomendações das autoridades locais para evitar circulação desnecessária. Bergamin explicou que a recomendação é para "não sair, não circular, evitar janelas e lugares mais expostos".

Na manhã de sábado (28), os passageiros foram informados sobre a suspensão da viagem logo após os ataques no Irã. Do alto do navio, o grupo presenciou fumaça e clarões no céu, o que gerou pânico na primeira noite. "Todo mundo acompanhando as notícias, tentando entender o que podia acontecer", disse.

Com o passar do tempo, os passageiros se organizaram em grupos para se apoiar. Entre eles, há 21 capixabas viajando juntos, além de brasileiros de outras regiões. Bergamin ressaltou a importância de manter a calma e a solidariedade entre o grupo, já que muitos familiares no Brasil estão preocupados.

A companhia marítima já acionou as embaixadas e se comprometeu a prestar assistência até que seja seguro retornar. Como o pacote aéreo foi comprado com a mesma empresa do cruzeiro, o grupo não precisará negociar separadamente a remarcação das passagens, embora ainda não haja previsão de saída.

Até o momento, não houve ordem de evacuação em massa na região, e o espaço aéreo começa a mostrar sinais de retomada com a liberação de alguns voos, mas o elevado número de turistas torna o processo lento. "Só nesse navio são quase cinco mil pessoas. Organizar isso tudo não é simples", comentou.

Os ataques dos EUA e de Israel ao Irã resultaram em 555 mortes, conforme a organização humanitária Crescente Vermelho do Irã. O Irã, em resposta, disparou mísseis contra o território israelense e bases militares dos EUA no Oriente Médio, intensificando o conflito na região.

Enquanto aguardam novas orientações, os passageiros continuam a bordo, monitorando as notícias e mantendo contato com os familiares no Brasil.


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