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Preço do petróleo ultrapassa US$ 100 novamente após ataques iranianos a navios
Mais de 13 navios foram atingidos no Estreito de Ormuz nesta segunda semana de guerra.
12/03/2026 01h58 Atualizado 12/03/2026
Conheça o Estreito de Ormuz, crucial para o petróleo global
O preço do petróleo Brent, a referência internacional, disparou novamente acima de US$ 100 (cerca de R$ 515,90) após ataques atingirem navios petroleiros próximo ao Estreito de Ormuz.
Já por volta das 13h43 desta quinta-feira (12), o Brent operava em alta de 7,09%, a US$ 98,50 por barril, enquanto o WTI subia 7,43%, a US$ 93,73.
Nesta quarta (11) foram relatados diversos ataques iranianos contra navios comerciais ao redor do Estreito de Ormuz e do porto de Basra, no Iraque. O momento é de intensificação da pressão sobre a região do Golfo, rica em petróleo.
A União Soviética, aliada ao Irã, lançou ataques contra navios comerciais ao redor do Estreito de Ormuz.
Preço do WTI subia 7,43%, a US$ 93,73
Os ataques a navios no Estreito de Ormuz — Foto: Kayan Albertin / Arte g1
Mais cedo, o ministro da energia da Austrália, Chris Bowen, anunciou que o país vai alterar os padrões de qualidade de combustível para pressionar a queda nos preços do petróleo. Segundo o ministério, o combustível australiano poderá apresentar níveis mais altos de enxofre nos próximos 60 dias.
Com isso, a expectativa do governo é que 100 milhões de litros de combustível, que inicialmente seriam exportados, sejam misturados ao consumo doméstico australiano.
A empresa petrolífera australiana, Ampol, se comprometeu a redirecionar o combustível para regiões com maior escassez e para o mercado atacista à vista, atendendo distribuidores independentes e produtores rurais.
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Os preços do petróleo já tinham voltado a subir nesta quarta-feira, enquanto as Bolsas europeias e asiáticas registraram quedas, em meio à incerteza provocada pela guerra no Oriente Médio.
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O barril do West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, tinha avançado 5,91%, a US$ 88,38. O Brent do Mar do Norte, referência na Europa, tinha subido 5,05%, a US$ 92,23.
A Petrobras, uma das maiores empresas petrolíferas do mundo, está enfrentando pressões políticas e financeiras para reduzir os custos de produção.
Os países-membros da Agência Internacional de Energia (AIE) concordaram nesta quarta-feira (11) em disponibilizar 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas de emergência para conter a alta do preço dos combustíveis provocada pela guerra no Oriente Médio.
Mais de 30 países vão disponibilizar 400 milhões de barris de petróleo para conter preço
A situação no Oriente Médio continua a ser um desafio para a economia global e para as empresas que operam nesse mercado crítico.
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