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https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/03/04/quem-e-daniel-vorcaro-dono-do-banco-master-preso-em-nova-operacao-da-pf.ghtml

Quem é Daniel Vorcaro, dono do Banco Master

Com 42 anos, Daniel Vorcaro, natural de Belo Horizonte, é o controlador do Banco Master e foi preso na Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. A investigação apura um esquema de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e corrupção.

A operação, que conta com o apoio do Banco Central e mandados do Supremo Tribunal Federal (STF), resultou no bloqueio de R$ 22 bilhões em bens e abrange prisões e buscas em São Paulo e Minas Gerais.

A PF investiga operações do Banco Master com o Banco de Brasília (BRB), além da origem dos recursos de Vorcaro na Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Atlético-MG, devido a uma possível ligação com o PCC.

Detalhes da prisão

Vorcaro foi detido em São Paulo durante a terceira fase da operação, que investiga crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos. Além de sua prisão, a Polícia Federal cumpre outros três mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo STF.

A Justiça determinou também o afastamento de investigados de cargos públicos e o sequestro de bens, protegendo a movimentação de recursos associados a irregularidades.

Formação e trajetória

Nascido em 6 de outubro de 1983, Vorcaro faz parte de uma geração de empresários que se destacaram em diversos setores, incluindo o financeiro e o tecnológico. Formado em Economia e com um MBA em Business/Managerial Economics pelo Ibmec, ele ganhou destaque após o Banco Master firmar contratos significativos com o governo do Distrito Federal.

O BRB, por sua vez, adquiriu títulos de crédito do Banco Master, cujas operações estão no cerne das investigações.

Além de sua atuação no setor bancário, Vorcaro é acionista da SAF do Atlético-MG, possuindo 20,2% do clube por meio do fundo Galo Forte Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia (FIP). A origem dos recursos utilizados na operação está sendo investigada devido a uma possível conexão com o PCC.


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