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EUA afirmam ter afundado 17 barcos do Irã

Os Estados Unidos alegam ter afundado 17 embarcações iranianas, afirmando que "não há nenhuma embarcação iraniana em operação no Golfo Arábico, no Estreito de Ormuz ou no Golfo de Omã".

O presidente Donald Trump declarou que os EUA estão prontos para agir se o tráfego de navios petroleiros na região for ameaçado, além de ter determinado a oferta de seguro contra riscos para o comércio marítimo local.

Em resposta, o Irã ameaçou fechar o Estreito de Ormuz e atacar navios. No entanto, autoridades dos EUA garantem que a via marítima "não está oficialmente bloqueada".

A escalada de tensões impactou os preços do petróleo, refletindo o receio de interrupções em uma rota que transporta cerca de um quinto do consumo global.

O exército americano informou que desde o início do conflito, no dia 28 de fevereiro, 17 barcos iranianos foram afundados e mais de 2 mil alvos no Irã foram atingidos. Um comandante do Comando Central dos EUA divulgou essa informação em um vídeo publicado na rede social X.

Trump comentou que, se necessário, a Marinha dos EUA poderá escoltar embarcações que transportam petróleo pela região. Essa declaração ocorreu após a Guarda Revolucionária do Irã afirmar que a passagem pelo estreito não seria segura.

Apesar das ameaças, as autoridades militares norte-americanas afirmam que a via marítima continua operando normalmente, embora a situação tenha elevado a tensão em uma área crucial para o abastecimento global de energia.

Trump também anunciou que a Corporação Financeira de Desenvolvimento dos Estados Unidos (DFC) oferecerá, "com efeito imediato", seguro e garantias financeiras para todo comércio marítimo no Golfo, especialmente no transporte de energia.

Essas declarações tiveram consequências diretas nos mercados internacionais. Os preços do petróleo dispararam, com o barril do Brent para entrega em maio subindo 8,43%, cotado a US$ 84,29. O West Texas Intermediate (WTI) também registrou alta, avançando 8,79%, negociado a US$ 77,49.

O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, conectando grandes produtores do Golfo ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico. Qualquer interrupção nessa região pode afetar a oferta global e aumentar os preços da commodity, impactando o setor de combustíveis e a inflação em diversos países.

As declarações de autoridades iranianas e americanas estão sendo monitoradas de perto por investidores e governos, preocupados com a possibilidade de uma escalada do conflito e suas consequências no mercado internacional de energia.


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