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Ibovespa recua mais de 4% com conflitos no Oriente Médio e PIB do Brasil; dólar em alta
Na última sessão, a moeda americana fechou com alta de 0,59%, cotada a R$ 5,1642. Já a bolsa brasileira teve um pequeno avanço de 0,28%, alcançando 189.307 pontos, impulsionada por ações de empresas do setor de petróleo.
Em 03 de março de 2026, às 09h00, a atualização do mercado foi significativa.
O Ibovespa apresentava uma forte queda nesta terça-feira (3), recuando 3,65% e atingindo 181.603 pontos por volta das 13h14. Nesse mesmo horário, o dólar subia 2,49%, cotado a R$ 5,2995.
O principal índice da bolsa brasileira enfrenta um cenário desafiador, refletindo a aversão global ao risco em decorrência da escalada do conflito no Oriente Médio e suas repercussões econômicas.
Israel e Irã intensificaram os ataques, com explosões sendo relatadas em diversos países da região. O número de mortos no Irã atingiu 787. O país anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, ameaçando atacar qualquer embarcação que tentasse cruzar a rota.
A declaração iraniana sobre o fechamento dessa importante passagem para o petróleo resultou em uma forte alta no preço da commodity, aumentando as preocupações no mercado global. Nesta terça-feira, os preços do petróleo continuaram a subir, com o barril registrando um avanço superior a 8%.
O receio de prejuízos econômicos, aliado ao aumento nos preços de energia e petróleo em um cenário global incerto, tem levado investidores a vender ações e buscar proteção em ativos mais seguros, como o dólar.
Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, destaca que "nesse cenário, bolsas de outros países, incluindo a brasileira, apresentam perdas. No Brasil, os efeitos são mais pronunciados nas ações de bancos, com investidores estrangeiros retirando recursos do mercado".
O especialista também observa que o mercado se prepara para um possível conflito prolongado, o que aumenta a volatilidade e reduz o apetite por investimentos de maior risco.
Nesta terça-feira, o destaque ficou por conta da divulgação do PIB de 2025, publicado pelo IBGE. A economia brasileira cresceu 2,3% no ano anterior, a menor alta em cinco anos, representando uma desaceleração em relação aos 3,4% registrados em 2024.
Além disso, foram divulgados os dados de criação de empregos formais no Brasil em janeiro, com a abertura de 112.334 novas vagas, conforme o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Os preços do petróleo seguem em alta nos mercados internacionais após a declaração do Irã sobre o fechamento do Estreito de Ormuz. Nesta manhã, o barril do petróleo tipo Brent subia quase 7%, cotado acima de US$ 82.
Essa região é crucial para o comércio global de energia, transportando cerca de 20% do petróleo consumido mundialmente, intensificando os receios de desabastecimento e elevando os preços da commodity.
A alta foi impulsionada pela intensificação do conflito no Oriente Médio, com ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, que afetaram instalações do setor energético.
Como resultado, países da região, incluindo Catar, Arábia Saudita e Israel, interromperam preventivamente a produção de petróleo e gás, aumentando as preocupações sobre a oferta global.
Além do petróleo, o fornecimento de gás natural também foi impactado, exacerbando a pressão sobre os preços da energia. O avanço do conflito eleva a percepção de risco nos mercados financeiros, que monitoram possíveis efeitos sobre a inflação e o crescimento econômico global.
A alta do petróleo beneficia empresas do setor, uma vez que vendem a commodity a preços internacionais. Quando o barril sobe, a receita dessas companhias tende a aumentar, melhorando as perspectivas de lucro e impulsionando suas ações na bolsa.
Na véspera, as ações da Petrobras subiram mais de 4%, ajudando a mitigar a baixa do Ibovespa, que ainda apresentava quedas pela manhã antes de inverter a tendência.
O PIB do Brasil cresceu 2,3% em 2025, conforme dados do IBGE, mostrando desaceleração frente aos 3,4% de 2024 e registrando o menor avanço em cinco anos. Apesar disso, foi o quinto ano consecutivo de crescimento da economia. No quarto trimestre, a alta foi apenas 0,1%, indicando estagnação no final do ano. O principal motor do crescimento foi a agropecuária, que avançou 11,7%, impulsionada por safras recordes de milho e soja.
O setor de serviços cresceu 1,8%, mesmo com juros elevados, enquanto a indústria teve um aumento modesto de 1,4%, sustentada pelas indústrias extrativas (óleo e gás).
Do lado da demanda, o consumo das famílias subiu 1,3%, desacelerando em relação a 2024 devido aos juros altos e ao endividamento.
Os investimentos do governo cresceram 2,9%, apoiados pela importação de bens de capital e pela construção civil. As exportações avançaram 6,2%, enquanto as importações subiram 4,5%.
Embora a economia brasileira tenha iniciado o ano com um ritmo mais forte, muitos brasileiros sentem que o dinheiro continua escasso no fim do mês.
Nos EUA, os índices das bolsas operavam em queda antes da abertura do mercado, influenciados pela intensificação do conflito no Oriente Médio, que aumentou as preocupações sobre os efeitos de um petróleo mais caro na atividade econômica e na inflação.
Por volta das 7h (horário de Brasília), o futuro do Dow Jones caía cerca de 815 pontos, equivalente a 1,7%.
O S&P 500 recuava aproximadamente 120 pontos, também com perda de 1,7%, enquanto o Nasdaq 100 liderava as quedas, com baixa de cerca de 570 pontos, ou 2,3%, pressionado pela maior vulnerabilidade das empresas de tecnologia em um cenário de aversão ao risco.
Os mercados europeus também enfrentaram fortes quedas nesta terça-feira, pressionados pela alta do petróleo e do gás, decorrente da guerra, aumentando o receio de que um conflito prolongado encareça combustíveis, transporte e produtos em geral, prejudicando a economia.
Com a energia mais cara, os investidores se tornaram cautelosos e venderam ações. Pela manhã, as principais bolsas da Europa operavam em baixa: Paris recuava 2,15%, Frankfurt caía 2,78%, **Lond
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